A Caverna Cristalina II – O Desafio do Labirinto – Christiane de Murville

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Olá pessoas!

Hoje iremos falar da continuação da história de Samuel e os demais envolvidos nos fatos ocorridos em Igatu, na Chapada Diamantina, localizada na Bahia. A “Morada do Altíssimo” ainda guarda muito mistério.

O segundo volume da trilogia “A Caverna Cristalina”, da escritora Christiane de Murville chama-se “O Desafio do Labirinto”. A história começou com “Uma Viagem do Tempo” e encerra-se com “Capturados no Tempo”. Faz parte da coleção Viagens da Ficção, da Chiado Editorial.

Não havia mais sinal de Noel, que desaparecera em meio ao brilho dos diamantes que carregava. Em compensação, Dan, Victor e Raphaela estavam de volta”.(pag. 5)

No primeiro livro alguns personagens ficaram presos no tempo, e a cidade não foi mais a mesma devido à chegada de curiosos e afins. Noel supervisor do parque da Chapada após muito relutar decidiu mergulhar na aventura junto com o professor e sua equipe. Quando ele volta, encontra um quadro de insatisfação grande entre os moradores locais.

Embora em um primeiro momento, os habitantes da região tivessem ficado satisfeitos com o movimento forte do comércio em Igatu em decorrência dos acontecimentos, muitos não estavam achando graça em toda aquela agitação…”.(pag. 79)

A situação na cidade está cada vez mais longe da normalidade. O fluxo de gente curiosa continua grande e causa confusões. Alguns se levantam contra o trabalho realizado na gruta e desejam que o grupo saia imediatamente da cidade, para que a paz seja reestabelecida. As pessoas ficaram por demais assustadas com gente que havia sumido aparecendo e outros desaparecendo.

Por outro lado, Samuel continua trabalhando avidamente na caverna. Ele precisa compreender melhor as estruturas dos portais. E tem a pedra que o índio Acauã lhe deu, que pode ser a chave para tudo aquilo.

“- Os labirintos me fazem pensar nas mandalas orientais… Parece que as mandalas e os labirintos encerram nesse mesmo propósito de devolver a si mesmo aquele que busca libertar-se do mundo das aparências”. (pag. 286)

O título dessa segunda parte tem mais a ver com a questão da introspecção individual. O “labirinto” propriamente dito não tem a ver exatamente com algum local ou ambiente em que as pessoas precisam encontrar o caminho correto para chegar até a saída. Esta relacionado diretamente com as descobertas que cada qual irá fazer no transcorrer da narrativa.

Descobertas que envolvem o lado espiritual de cada qual e a realidade em que cada um se encontra inserido. Contado com pessoas e lugares do passado mexerá profundamente. Desde o primeiro livro vimos isso claramente: as sensações de andar por outras realidades são diferentes para cada pessoa, e o impacto que isso causa tem muito a ver com as experiências individuais.

A narrativa manteve o mesmo padrão do primeiro livro. Diria até que um pouco melhor. Na resenha anterior eu disse que o excesso de detalhes tinha sido um ponto a ser considerado. Nesse segundo livro não percebi esse fato.

A qualidade gráfica também continua no mesmo nível. Algumas ilustrações que há no livro ajudam a dar um tom especial. No primeiro volume também podemos encontrá-las. O livro dois tem 421 páginas.

O final dessa segunda parte é super interessante. Certamente surpreenderá a muitos. E nos dá aquela vontade de seguir logo para o livro três e saber como tudo isso termina.

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