A Caverna Cristalina III – Capturados no Tempo – Christiane de Murville

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Olá pessoal. Hoje temos mais uma resenha.

Enfim, concluí a leitura da agradável trilogia “A Caverna Cristalina”, publicação da Chiado Editora e escrita pela autora Christiane de Murville. As aventuras de Samuel e sua equipe, que começou em “Uma Aventura no Tempo” e teve a sua sequência com “O Desafio do Labirinto” tem o seu final nas 486 páginas de “Capturados no Tempo”. Desde já parabenizo à Christiane por essa empolgante ficção.

Fazendo uma pequena recapitulação, no primeiro livro o grupo empenhou-se na investigação dos misteriosos desaparecimentos em Igatu, na Chapada Diamantina, e mergulharam nas viagens do tempo através da Morada do Altíssimo. No segundo livro, partiram em busca dos colegas que também desapareceram em algum ponto, e fizeram suas descobertas em seus próprios “labirintos” pessoais.

O acesso à água havia se tornado complicado em diversas regiões do planeta e vários países sofriam com a escassez desse bem tão precioso e indispensável à vida. O lixo acumulado ao longo dos anos e a poluição dos rios agravavam essa situação, tornando mais difícil encontrar água potável…”. (pags. 6 e 7)

O terceiro livro começa mostrando a preocupação de Samuel e os outros com mais um retorno à Caverna Cristalina. As coisas no planeta não estão nada boas. A temperatura está cada vez mais alta. Há acumulo de lixo por todos os cantos. A falta de água faz com que muita gente se desloque de seus países em direção às regiões onde seja possível viver sem essa privação. O fornecimento de energia é constantemente interrompido por causa do racionamento. Serviços como a internet não funcionam direito.

E infelizmente o nosso futuro real pode não ser diferente. Na verdade o nosso presente já mostra evidências da nossa maneira errada de agir. Apesar de todo avanço o homem ainda continua agindo de forma irresponsável, não se preocupando com as consequências de suas ações. Nossos descendentes podem ter que viver num completo caos.

A cidade de São Paulo também vivia situação complicada. A violência aumentara consideravelmente. A luta pela sobrevivência implicava inclusive em tirar a vida do outro, se isso fosse necessário. O grupo estava reunindo o que era necessário para que pudessem chegar ao destino em segurança.

Igatu vivia agitação ainda maior. A região ganhara destaque internacional e muita gente estava se dirigindo para lá. A abundância de recursos hídricos mais as historias das viagens através dos portais atiçavam a curiosidade daquelas pessoas, que também ansiavam em poder ser transportadas para outros mundos, outros espaços, na expectativa de que as coisas por lá fossem melhores, que a realidade fosse mais promissora.

Surpreendido por um pressentimento desagradável, Samuel investigou rapidamente à sua volta. Procurou a bússola no armário, nas malas, na mochila… Nada. Nem sinal dela”.(pág. 20)

O grupo estava decidido a tentar descobrir novas possiblidades para uma vida futura. Queriam encontrar uma possível solução para a crise que vivenciavam. Mas o desaparecimento da bússola, presente do pajé Acauã, que era usada como instrumento de guia através das viagens interrompia esses objetivos. Precisavam localizá-la!

O pessoal se via agora envolvido em outra situação. Anteriormente, eles se dirigiam ao passado ou ao futuro. Agora as coisas acontecem em múltiplas realidades. As situações se sucedem ao mesmo tempo e no mesmo local. As linhas do tempo são diversas e ao mesmo tempo paralelas.

Perguntei-me se isso era possível e fiquei bolado, rsrsrsrs. Não riam, por favor, se for o caso. Imagine você, hoje, aí onde está. E o mesmo você, há 15 anos em um local diferente. E esses dois “vocês” interagindo.

Na verdade não havia tal sensação de passado ou de futuro, e essas realidades holográficas aconteciam ao mesmo tempo”. (pág. 358).

O que posso dizer é que tudo pode parecer meio complicado, mas a escrita ajuda a compreender. Essa mesclagem de aventura, ficção, realidade, religiosidade e outros ingredientes que poderiam ser muito bem associados dá um teor de singularidade à trilogia.

Cheguei a comentar na resenha do primeiro volume que em alguns momentos a narrativa se mostrava demasiadamente detalhista. Concluindo toda a jornada de mais de 1300 páginas, entendo que todo o detalhamento se torna necessário para melhor compreensão de todo conjunto.

A Caverna Cristalina” é um sugestivo convite à viagens impensáveis.

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