A Caverna Cristalina Vol. I – Uma Aventura no Tempo – Christiane de Murville

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Comecei a mergulhar numa aventura de três partes. E hoje irei falar um pouco sobre a primeira delas.

Trata-se da trilogia A Caverna Cristalina, escrita pela autora Christiane de Murville. Os livros são publicações da Chiado Editora. Faz parte da serie Viagens da Ficção. Eu já li um título desta coleção e gostei muito e por isso me animei em me debruçar em outro. O primeiro volume de A Caverna Cristalina é Uma Aventura no Tempo.

Dois elementos me chamaram ainda mais a atenção quando comecei a leitura: a história tem como local central um lugar que acho lindo, maravilhoso, mas que ainda não tive a oportunidade de conhecer: a Chapada Diamantina, localizada no interior da minha amada Bahia. O outro elemento é que a obra trabalha com realidades paralelas, e eu simplesmente viajo legal nesses lances.

Samuel vive na cidade de São Paulo. Ele é biólogo, historiador, ensina na universidade e também trabalha com algumas pesquisas interessantes. Ele é super envolvido com projetos da área social e seu interesse não se limita ao ser humano e ao ambiente em que vive, mas também como as ações aqui podem interferir em outras dimensões.

Com ele trabalham um grupo de pessoas também interessadas nessas questões. Eles estão próximos de realizarem a segunda viagem rumo a Igatu, uma vila localizada na Chapada Diamantina. O objetivo era chegar até a Morada do Altíssimo, uma gruta de difícil acesso e que só um guia poderia conduzi-los até lá.

“A câmara cristalina vibrava de forma tão intensa, que os limites entre cada um do grupo ali reunido, o ambiente, a rocha e a água do poço pareciam desfazer-se gradualmente… Tudo era apenas vibração, até que, finalmente, a sensação de corpo desmanchou-se por completo e a noção de tempo pareceu se esvanecer.” (pág. 66)

Algumas pessoas, ao visitarem a tal gruta, desapareceram. Não deixaram qualquer vestígio do que tenha acontecido. Samuel acredita que há um portal localizado ali, porque há uma grande concentração de cristais, e que essas pessoas foram levadas para uma dimensão desconhecida.

Essa teoria ganha corpo quando, ao chegar local, esse portal se abre e  alguns dos companheiros de Samuel são levados para além dele. Agora além de ter que dá explicações à universidade e às autoridades, o professor terá que descobrir para onde seus colegas foram levados e encontrar uma forma de resgatá-los. E para completar, o professor terá que enfrentar a inveja de um antigo aliado, Sarosh. O cara fará de tudo para prejudicar o trabalho do ex-colega e tomar para si os possíveis louros.

A história é recheada de mistérios e espiritualidade. Cada pessoa do grupo será atingida de alguma forma. As vibrações e pensamentos de cada um determinará que tipo de situação vivenciará. Viajar no tempo é uma coisa que eu gostaria de poder fazer. Os relatos das coisas que acontecem com os personagens quando estão em outro ambiente é fascinante.

Quando a história se espalha, Igatu vira o centro das atenções. De uma região tranquila e sossegada, a vila se vê infestada de visitantes. Diversas pessoas se deslocam para lá curiosas com os recentes fatos. Alguns tentando entender o que aconteceu, outros com a intenção de viver a mesma experiência.

A narrativa em terceira pessoa é bem dinâmica, o que me permitiu completar as 413 páginas em quatro dias (isso por que estava com muitas outras obrigações no período). A fonte da letra e o espaçamento ajudam bastante.

Percebe-se que a autora fez um extenso trabalho de pesquisa para poder produzir o livro, o que é extremamente válido. Porém considero que alguns detalhes particulares sobre os personagens poderiam ser suprimidos. Evidente que não prejudica a qualidade da história; é apenas um detalhe que me incomodou.

Agora é partir para o segundo volume, O Desafio do Labirinto, e descobrir em quais aventuras Samuel e seus companheiros irão se envolver.

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