A Estrada da Noite – Joe Hill

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Judas Coyne é uma estrela do Rock pesado, e um dos poucos sobreviventes da sua banda. Mas para completar o lado estranho do cantor, ele coleciona objetos macabros, tais como um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado em um enforcamento e uma fita Snuff (fitas onde há cenas reais de morte), entre outros badulaques.

Até que seu assistente Danny encontra algo que pode ser a cereja do bolo na coleção sinistra de Jude. Uma moça vendendo o paletó do padrasto morto. Isso mexe com Jude, ter um paletó de um morto, e assombrado.

“… vou ‘vender’ o fantasma de meu padrasto pelo lance mais alto…”

E assim, Jude dá o lance e se torna o “feliz” comprador de um fantasma.

Em poucos dias ele recebe uma caixa, em forma de coração, dentro dele um paletó preto. E adivinhem o que veio junto ao paletó? Sim, um fantasma. Com sua presença viva (se é que me entendem) e assustadora.

E esse fantasma tem um propósito, acabar com a vida de Judas Coyne e de quem estiver perto dele, o que seria o caso do seu assistente e de sua namorada Geórgia (ou melhor Marybeth, já que Judas tem também uma estranha mania de chamar suas namoradas pelo Estado de Origem dela).

Logo ele toma conhecimento de que uma ex-namorada cometeu suicídio e que o padrasto dela é que o esta assombrando agora. E nada poderá fazer para afastar esse espírito, a não ser sua morte.

É quando, entre o desespero da loucura do que é real ou não, Jude e Geórgia caem na estrada, tentando achar uma solução para que o fantasma pare de persegui-los.

Para aqueles que talvez não saibam, Joe Hill é filho do mestre Stephen King, e este foi seu romance de estreia. Aliás, uma belíssima estreia, onde não deixa em nada a desejar em comparação com seu pai.

A Estrada da Noite é um livro que tem um ritmo um pouco mais frenético, mas a ação dentro da obra é sempre motivada pelo fantasma de Craddock McDermot, padrasto de Flórida (ou Anna McDermot). E esse fantasma vai tirar o seu sono.

Um livro com muito suspense e terror na medida certa. Para quem gosta do estilo, vai se deliciar com a narração. E vai perder o fôlego com a perseguição imposta pelo fantasma. Será que Judas Coyne vai conseguir se livrar desse “encosto”?

Recomendo.

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