A garota do cemitério – Charlaine Harris

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Ter a Garota do cemitério em mãos foi um prazer agridoce. Sempre desejei ter um livro em quadrinhos, via as edições americanas de Anita Blake ou Academia de Vampiros e desejava tê-los. Quando vi que a Valentina iria lançar no Brasil um comic book da Charlaine Harris e desenhado pelo Don Kramer, pensei: é o momento de finalmente ter um! Eu não sou fã da Sookie StackHouse – série famosa de livros que deu origem ao seriado True Blood –, porém esperava bem mais de um quadrinho feito pela autora. Este sentimento foi bem similar ao que senti com outro livro da mesma editora, Desejo Insaciável. Tenho a sensação que a editora quer investir em Fantasia, mas tem medo de arriscar com um enredo mais denso e com mais ação.

 Esta sensação de marasmo, no entanto, pode ocorrer porque é o primeiro livro da série Os Impostores. Sendo assim, mais introdutório. Uma garota é abandonada no cemitério Dunhill, quem a jogou lá pensa que ela está morta. A garota tem certeza que morreu por um breve momento. Ela não sabe quem, quem fez isto ou o porquê. Adota o nome de Calexa Rose Dunhill – inspirado nas lápidas frias que a cercam – e se esconde no cemitério, sobrevivendo da comida roubada da cozinha do zelador e da bondade de uma senhora que por ali vive.

 Os dias – e as páginas – passam com Calexa tentando lembrar quem é e buscando notícias no jornal. Entretanto, ninguém noticia seu desaparecimento. Quem é Calexa e por que ninguém está procurando por ela? A garota que se esconde entre os túmulos descobre que tem uma habilidade especial: ver o momento que o espírito se desprende do corpo e ascende aos céus. Certa noite, ela presencia um ritual macabro realizado por jovens irresponsáveis. Quando o ritual dá errado e uma jovem tem sua vida ceifada, o espírito da garota possui Calexa e passa a partilhar seu corpo e suas lembranças.

 A partir daí você sente que a história vai engrenar, o que mais ou menos acontece. Ao receber as memórias de outra pessoa, Calexa começa a relembrar um pouco sobre sua vida, mas não o suficiente para revelar sobre o seu passado. Ela precisa decidir: manter-se salva e oculta ou buscar justiça para a jovem que foi assassinada?

 O quadrinho tem um traço sombrio, sobrenatural, que eu adorei. O desenho, o papel, a diagramação, todos de grande qualidade. Don Kramer, afinal, trabalha para empresas renomadas de quadrinhos. Infelizmente, algumas páginas do final de soltaram, mesmo eu tendo o cuidado de não abrir muito o livro durante a leitura. Recomendo para os fãs de quadrinhos e da Charlaine Harris.

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