A saga de uma simplória – Fabiane Lopes

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O livro nos apresenta a cidade de Dovesa, onde as pessoas são classificadas como Simplórios (classe c / d), Altivos (classe b) e os Máximos (classe a / família real). Nossa protagonista Sophie é uma simplória diferente dos demais, aos 5 anos ela teve que abandonar os estudos para ajudar seus pais à trabalhar, porém ela continuou recebendo educação dentro de casa.

O fato de trabalhar não a impedia de aprender novas línguas, instrumentos, ou ainda entrar escondido na biblioteca para pegar uns livros emprestados. Esses hábitos a fazem única, visto que os simplórios não podiam ter acesso à ensino nem a nada do tipo, tinham somente que trabalhar, e trabalhar muito para ter condições de viver.

Há muitos anos a mãe de Sophie trabalhava na casa de uma família de Altivos como doméstica, e a Soph sempre ia junto, para ajudá-la. Lá ela conviveu toda sua infância e adolescência com Rebeca, a filha dos patrões, que tinha quase sua idade. As duas se davam muito bem, se tratavam como irmãs. Após alguns imprevistos com a família de Soph, ela foi adotada pela família de Beca, se tornando assim uma Altiva.

Os Altivos eram os mais próximos da família real, que era composta pelo Rei Richards, Rainha Elisabeth e seus filhos Brad, Tom e Mary. Beca era apaixonada por Tom, desde sempre e ainda sonhava acordada com ele. Brad era o próximo herdeiro do trono, e logo teria que escolher sua rainha, na sequencia de bailes real. Sendo uma simplória, Soph nunca poderia participar dos bailes, porém agora ela era uma Altiva, ou seja, seria obrigada a participar da seletiva, junto com sua irmã Beca. As duas tinham beleza e qualidades únicas e com certeza chamariam atenção dos príncipes e sua família.

O aniversário de Beca chega e Soph decide lhe dar de presente uma apresentação musical, mas o que elas não esperavam era que os príncipes e a princesa estariam na festa. Será que elas conseguem ganhar a atenção e coração da família real? Mesmo com seu passado, seria possível que a sua vida melhorasse ainda mais?

Essas e outras respostas são esclarecidas no decorrer das páginas, de uma forma encantadora. O que mais me chamou atenção no livro, é como ele é parecido e provavelmente inspirado em outros livros do gênero, como “A Seleção” com todo seu sistema de castas e competição pela mão do príncipe. Mas de uma maneira única, a autora conseguiu apresentar a história de uma forma envolvente que nos prende do início ao fim.

Senti falta de mais detalhes e um pouco de compaixão ao falar de alguns temas como morte, casamento, paixão e etc. Mas isso não afetou a simplicidade e emoção da história, somente enriqueceria ela ainda mais.

“-Percebi que minha irmã aprecia muito a senhorita. Como consegue?

-Não entendi! Como consigo o quê?

-Conquistar a todos!

-Conquistei você?

-Completamente!” – Pag. 33

A escrita é leve e de fácil compreensão, a história é divertida e uma lição de vida, como eu disse nos prende e ao mesmo tempo nos ensina que mesmo após uma noite chuvosa, o dia pode amanhecer com sol e um céu lindo.

Até Breve… :*

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