1. Fale-nos um pouco de você.

Meu nome é Alecsia Sykes, nasci em uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, no ano de 2000. Comecei a ser uma leitora assídua com 13 anos e desde então não consegui mais parar.

Vivi cercada de amigos que escreviam e aposto que eles assumiriam a culpa por me colocarem nesse caminho. Sou grata por tê-los comigo desde o começo quando reconheci que minha paixão ia além de meras especulações e fanfics criadas por divertimento.

Temos que começar de algum lugar, e eu comecei com pequenos textos e letras de música. Tenho um amor imenso pela música, e ainda mais por rock. Dos clássicos ao screamo. São normalmente essas as melodias que ouço enquanto estou sentada em frente ao computador escrevendo.

Não sou uma mulher de poucas palavras, e muitos amigos que conheci virtualmente em uma comunidade são a prova concreta disso. Gosto de escrever algo rico em detalhes e usar metáforas.

Um dos meus passatempos preferidos apesar da escrita é editar. Outro apego que tive desde a infância. Comecei com desenhos e parti para edições no computador mais tarde transformando várias das minhas ideias em capas para livros que ainda pretendo publicar.

Quem me conhece a pouco tempo, dirá que eu não tenho experiência alguma. Mas com isso em mente eu respondo: Assim como todos, ainda estou me descobrindo, e sou bem mais do que os olhos que julgam podem ver.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu sempre gostei de criar histórias e até então isso só ficava nos meus pensamentos. Mas mudou quando eu resolvi contar sobre isso para meus amigos. Foram eles que me encorajavam a seguir com a ideia e criar algo em cima da base. Com isso em mente, comecei a ler mais, pesquisar mais e por consequência escrever todas as minhas ideias em um caderno.

Mas isso não bastou para acalmar meus ânimos, eu queria mais. Então voltei com uma das minhas antigas paixões, que tinha desde pequena, desenhar. Desenhei mapas, personagens, símbolos e mesmo assim ainda não me parecia o suficiente. Foi então que descobri a minha segunda paixão. A edição. Comecei a editar e criar capas para cada ideia que eu tinha de escrita, e isso me ajudou a desenvolver a trama.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Com certeza a arte de criar. Tanto cenários, quanto personagens. Criar engloba tudo, desde o título até a semente que plantamos para que o leitor desabroche um sentimento pelo que estamos escrevendo.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Não exatamente, eu escrevo em qualquer lugar, desde que me venha uma ideia. Retiro o celular, ou caderno e anoto tudo para depois aprofunda-las mais e então colocá-las dentro do contexto da história.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Romance foi o primeiro que me atraiu para a leitura e a partir dai se tornou o meu gênero, mas também não se aplica somente isso, pois consigo escrever histórias de fantasia, outro gênero que me atrai bastante.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Bom, eu não tenho nada publicado fisicamente, mas disponibilizo minhas obras em plataforma online. Sou muito ligada em obras com poucas visualizações, desde que me atraiam ela capa ou sinopse, e é isso que me ajuda a questionar o comportamento dos personagens e estuda-los.

Tendo isso e mente, e lendo com atenção, muitas vezes uma ideia paralela de cena surge, e assim começam minhas anotações para escrever algo. Meus títulos são baseados em cenas especificas e metáforas que quero fazer o leitor pensar enquanto lê.

Já os personagens se baseiam em pessoas que conheci, ou até mesmo queira conhecer. O fato de você idealizar algo e colocar no papel, te faz pensar se “conhecer” e se aproximar de uma pessoa naqueles “padrões” seja algo a ser repensado ou não.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Primeiramente eu me informo para ver se alguma obra já apresentou algo do tipo, e se apresentou eu leio sobre para trazer algo diferenciado.

Em seguida começo a mapear cidades, nomes, lugares que poderiam ou não ser frequentados no local que quero que a história se passe e assim por diante. Anoto o que acho importante e até mesmo escuto músicas que me fazem lembrar do tema para ingressar melhor na história.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Normalmente em autores internacionais, como Cassandra Clare. Mas também tenho apego a alguns autores brasileiros, como Jadna Alana, uma escritora que eu tenho muita admiração.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Meu sonho é publicar uma obra minha, mas ainda não tentei pois preciso terminar de escreve-la antes disso. Por hora estou me focando em participar de antologias para adquirir experiência no mercado.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Maior parte dos autores brasileiros que conheço dizem que não é algo fácil, com muitas pessoas mal-intencionadas querendo “ajudar” na publicação do seu livro. O que mais ouço falar são os preços altos, tanto para quem vai publicar quanto aos leitores que vão investir e comprar o seu livro. Mas sabemos que nada à nossa volta é tudo às mil maravilhas. Apesar desses detalhes importunos, eu creio que a quando você agarra a chance de expor seu trabalho nesse mercado, os maus detalhes passam a ser míseros. Trata-se de saber se informar e encontrar pessoas que te ajudarão a passar pelas fases difíceis nesse cenário.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Sinceramente, ultimamente acho que falta muito diálogo entre os autores e suas editoras na hora de publicar algo. Sabemos que não é fácil lidar com críticas, mas temos que ouvi-las para tirar sempre algum aprendizado por trás disso. Se você é um autor que está ingressando nesse ramo é ainda mais importante que escute as opiniões dos que estão a mais tempo no mercado, isso ajuda tanto o autor quanto à editora a terem bons laços e trabalharem juntos para alcançar um grande público, não só pela qualidade que é de suma importância, mas também pela fama do diálogo dentro da empresa.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Assim como há alguns internacionais com os preços altos, os nacionais também não ficam de fora. Embora eu ainda acredito que um dos “vilões” dessa história sejam as altas taxas que tanto o autor, quando a editora precisam arcar quando decidem publicar um livro, ainda mais físico que requer bastante matéria prima.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Shadowhunters, o universo criado pela Cassandra Clare.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Bring me the Horizon, qualquer uma das músicas deles. Mas tenho um apego especial por Follow you.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Já, li e reli várias vezes. O livro foi escrito por J. A Redmerski, uma escritora internacional responsável por escrever Entre o agora e o nunca.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho alguns, quem me acompanha no wattpad sabe que comecei uma obra como uma “fanfic”, e agora estou trabalhando para muda-la e reescrever para ter uma chance de publicação.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho vagamente. Eu procuro ler ou assistir críticas quando quero comprar um livro. Acho eficiente, embora nem todas as críticas possam agradar o autor ou o leitor que já leu a tal obra e não concorda, é bom relembrar de que isso ainda é marketing em cima do livro.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Se fosse um autor internacional seria Cassandra Clare.

Se fosse um autor nacional, seria Milla Cassins e Jadna Alana.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Creio que é apresentar não só o seu livro, mas sim o universo dentro daquelas páginas que você se esforçou tanto para criar. Ver que uma pessoa se identifica com seus personagens, que se simpatiza com eles. Ver um leitor comentar e imaginar o que ele estava sentindo quando fez aquele comentário te dá a sensação de missão cumprida, o sentimento de empatia e a criação de um vínculo que um livro pode trazer para um autor e um leitor, eu diria que quem sente essa sensação até pode julgar ser mágica.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Como todos os escritores sempre dizem. Escreva, anote, sonhe e escreva ainda mais. É… Isso é a base da base, de forma resumida. Porém, quem seria eu se desse uma resposta tão imparcial e curta, não é? Bom a verdade é que eu também sou caloura na escrita, então…. Vamos falar de iniciante para iniciante.

Sei que o inicio é o mais difícil. Dar o primeiro passo com tantas direções e opções para serem seguidas. É difícil acertar logo de cara, mas cair faz parte quando você começa a caminhar. Nada é um mar de rosas…. É o que eles dizem.

Vão ter vezes que você vai querer desistir, vai fechar o caderno, desligar o computador, seja por um comentário critico ou por algo que você pôs muitas expectativas, e elas não chegaram nem na metade do esperado. Mas nesses momentos é onde você precisa se agarrar com as duas mãos naquilo que realmente quer.

Pense fora da caixa que a sociedade impõe, argumente às críticas recebidas com mais trabalho e esforço. Colecione palavras de conforto daqueles que sempre estão dispostos a te ajudar e abuse da sua criatividade.

Ninguém disse que seria fácil, mas me deixe te contar um segredo. Se torna mais simples quando você admite para si mesmo que é aquilo que quer, e aceite ver, ou procurar algo que acrescente na sua escrita. Seja humilde, leia muito, sonhe bastante e se arrisque ainda mais em busca deles. E por fim, evolua.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here