A Vida Secreta dos Nazistas – Paul Roland

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Ao longo da história, diversos movimentos marcaram a humanidade. Alguns deles contribuíram de forma positiva para a construção de uma sociedade melhor. Outros, contudo, trouxeram desgraças, calamidades e destruição. Infelizmente, mesmo sabendo das consequências drásticas que tais movimentos causaram, ainda há pessoas que conseguem encontrar “o lado bom”, conseguem enxergar positividades em meio às crueldades praticadas, e se declaram amantes e adeptos de seus ideais e idealizadores.

O pesquisador, escritor e músico Paul Roland nos apresenta “A Vida Secreta dos Nazistas – Histórias Ocultas do Terceiro Reich” uma obra que chegou ao Brasil agora em 2018 e foi publicada pela editora Universo dos Livros. Com 256 páginas, o livro traz a síntese de algumas histórias sobre alguns dos principais líderes do movimento nazista, envolvendo uma série de irregularidades que terminaram por beneficiá-los, além de relatos das ações que objetivavam o aumento do território alemão e a expansão da raça ariana, considerada por eles como “pura”.

Encontraremos nestas páginas a abordagem dos crimes cometidos de variadas modalidades e com as mais ridículas justificativas. Apesar de devidamente constatada a prática criminosa, muitos deles jamais foram levados ao julgamento. Membros do partido e integrantes da polícia secreta eram consumidores compulsivos de álcool e outras drogas. A imprensa local dava sua parcela de contribuição, divulgando notícias falsas, mentirosas, de forma a manipular a opinião pública. O povo foi levado a acreditar que os alemães venceriam a guerra.

Mulheres eram usadas como “máquinas de reprodução”. Elas eram levadas a acreditar da sua importância no processo de expansão da raça ariana, pois gerariam os futuros membros da sociedade pura. Os principais comandantes recebiam “treinamentos” para saber como eliminar o maior número possível de judeus ao mesmo tempo. Nascia a ideia do uso da câmara de gás e a construção do campo de Auschwitz.

O Fuher teve um início de vida conturbada, e alguns estudos apontam isso como o principal ou um dos principais motivos que levaram Hitler a desenvolver as ideias nazistas. O que, evidentemente, não o isenta de nada. Theodor Morell, um falso médico, aproximou-se do ditador e ganhou sua confiança. Por diversas vezes, lhe receitou drogas psicotrópicas, a ponte de deixa-lo dependente do uso.

Outros homens importantes que faziam parte do governo aliaram-se ao chefe contribuindo para a execução do plano macabro. O autor cita nomes como Joseph Goebbels, ministro da Propaganda que além da manipulação pública usava seu posto para atrair as mulheres; Henrich Himmer, que usava a Gestapo para apropriar-se dos bens das vítimas; Göring, que ordenava o envio de bens recolhidos na França para a Alemanha.

Outro aspecto que é trabalhado no livro é a guerra de interesses pessoais. Mesmo imbuídos de um “propósito único” que era estabelecer a supremacia alemã, os membros do partido possuíam suas ambições particulares, e para vê-las evidenciadas não relutavam em passar por cima de qualquer um. Toleravam-se apenas.

A Vida Secreta dos Nazistas é uma leitura que nos convida ao conhecimento e à reflexão. E a partir disso nos colocarmos atentos e combatermos discursos extremistas e excludentes, pois não podemos permitir que atrocidades voltem a fazer parte da nossas vidas.

Nós vivemos outros tempos, mas necessitamos ter cuidado. Há gente que se levanta propagando ideias defendidas pelo nazismo, e consegue atrair seguidores, induzindo-os à proliferar ódio contra os que consideram inferior, seja por questões raciais, de gênero ou orientação sexual, por exemplo.

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