1. Fale-nos um pouco de você. 

R: Sou André Messias, 43 anos, casado, formado em Ciências Biológicas pela UFRJ. Pai de um rapaz de 19 anos e uma bebezinha de 8 meses. Amante de temas sobrenaturais, religiões, ocultismo e mistérios.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

R: Sou funcionário de empresa de petróleo. Já trabalhei embarcado com pessoas de várias regiões do país e até do mundo. Ouvi muitas histórias de várias culturas e regiões. Muito do que escrevo vem das histórias que ouço.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

R: Meu gênero preferido é o terror. Na fantasia a violência, o bizarro e o assustador são divertidos. É uma espécie de catarse dos medos reais que vivemos no dia a dia.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

R: Tenho um escritório onde ficam meus livros. Mas, nem sempre é lá que posso escrever. Minha rotina é extremamente desregrada, até pelo meu trabalho de turno. Escrevo onde posso e onde pinta a inspiração.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

R: Como citei anteriormente, sou um amante do gênero terror. Passeio pelo mistério, suspense e o dark. Estou tentando me aventurar pelo terror cósmico (sou um grande fã do Lovecraft). O conto “Ainda não” que escrevi para a antologia “O Vazio” é a minha maior aventura fora minha “zona de conforto”.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

R: Os títulos acabam surgindo junto com a história. Gosto de frases curtas ou apenas uma palavra. Os nomes dos personagens são totalmente ao acaso, juro que não penso muito.

Meu primeiro livro “Quiumba” é um livro de terror com elementos típicos de nossa cultura e misticismo. Acho que consegui trazer para o cenário da literatura do terror algo novo e pouco explorado.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

R: Às vezes preciso confirmar algumas datas, nomes ou detalhes. Mesmo sendo ficção, alguns detalhes precisam ser fidedignos. Com o advento da internet ficou tudo mais fácil.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

R: Eu me inspiro em muita gente. Sou fã de Stephen King, Lovecraft e Edar Allan Poe. Mas, muito do que me inspira são filmes e histórias contadas por pessoas. Acho que o escritor precisa perceber uma boa história em qualquer lugar.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

R: Só tenho um livro publicado, o “Quiumba”. No mais apenas um conto numa antologia de terror. Não tive grandes dificuldades.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

R: Vejo autores fantásticos surgindo nessa geração. Infelizmente, no Brasil o consumo de material literário ainda é baixo. Para ganhar vulto e notoriedade, o autor tem uma longa jornada e muitos desafios.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

R: Sou do time do quanto mais melhor. Claro que é ótimo que tenhamos material de qualidade no mercado. Mas, acho que não devemos ser elitistas. Um bom autor nem sempre é bom no primeiro livro. Naturalmente, o mercado vai selecionar os melhores. Mas para isso devemos ter massa crítica suficiente.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

R: É um fator de desestímulo à leitura, sem dúvida. Mas, temos bibliotecas públicas e campanhas de livros. Não acho que seja o fator preponderante para o baixo índice de leitores. No Brasil somos apenas 52% de leitores e desses, temos uma média de apenas 5 livros por ano enquanto os franceses leem 21 livros por ano. A questão maior é criarmos a cultura da leitura desde a mais tenra idade.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

R: O exorcista de William Peter Blatty. Achei a ideia fenomenal. Hoje histórias sobre exorcismos estão banalizadas. Mas em 1971 era algo que ninguém havia cogitado.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

R:Talvez a sequência de músicas de Akira yamaoka da série de games Silent Hill. Inclusive é o assustador toque do meu aparelho de celular (risos).

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

R: Não sei se consigo definir o estilo de livros que leio como algo para levar para minha vida. Sou fã de terror, não quero espíritos me atormentando ou assassinos em série me perseguindo no mundo real (risos). Mas gosto muito do livro “O que é religião” de swami vivekananda.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

R: Sim, sem dúvida. Tenho mais um livro sendo escrito que trará novamente o terror tendo como o pano de fundo um pouco do misticismo e da religiosidade brasileira. Só que desta vez tendendo mais ao catolicismo. Ainda não tem título definido, mas será algo tipo “Devoção”.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

R: Acompanho algumas críticas sim, principalmente aquelas que sei que não são patrocinadas e encomendadas. Acho um feedback interessante para quem está iniciando.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

R: Com certeza Stephen King.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

R: Poder ter a obra lida e reconhecida. Se tiver algum retorno financeiro junto fica perfeito (risos).

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

R: Leiam muito e escrevam bastante. Se hoje ainda não estiver bom, com certeza amanhã estará. Nunca desistam!

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