Piamente, acredito que somos, no final, a somatória de um oceano de experiências vivenciadas, de pessoas conhecidas, de sentimentos experimentados e de desafios superados. Somos, neste aspecto, a síntese em constante formação. Inclusive, ao considerarmos a humanidade que nos caracteriza, é reconhecer que a imperfeição abunda em cada centímetro de nossos corpos. Ora, a imperfeição de nossa humanidade é o que nos torna únicos, singulares, especiais na excelência do seu significado.

Como professor universitário, acredito que a mediação do conhecimento é capaz de promover verdadeiras revoluções silenciosas, alterar cenários, descortinar horizontes e permitir o crescimento individual e coletivo. Isso, inclusive, é o que me motiva a estar seis anos como professor do Curso de Direito e há dois anos como professor do Curso de Medicina. Dessa maneira, a capacidade de compartilhar a informação é um dos grandes impulsionadores na minha caminhada.

Além disso, também sou obrigado a reconhecer que o conhecimento aprendido e apreendido no ambiente universitário, por si só, não é capaz de demonstrar a complexidade da existência. Ao contrário, por vezes, em razão da tecnicidade e da impessoalidade, perdemos um pouco a capacidade de nos humanizarmos com o outros, de sermos empáticos com situações que nos rodeiam e de não possuirmos a alteridade de nos colocarmos na condição vivenciada por nossos semelhantes.

Isso, com efeito, é um grande problema vivenciado pelo mundo contemporâneo: somos cada vez mais senhores de grande volume de informações e, por uma via reflexa, afastamo-nos do real sentido da humanidade. E, a partir de uma necessidade de própria ressignificação e evolução, encontrei, no mundo literário, a capacidade de uma nova oportunidade de humanização.

Logo, a mescla entre o conhecimento científico, a partir de uma formação técnica, e o conhecimento literário, a partir de experiência vivenciadas no decurso da caminhada, me permitiram desenvolver um olhar mais humano sobre questões cotidianas. Inclusive, a propositura, enquanto missão pessoal, é tentar tornar a informação como algo acessível, sem, porém, perder a sensibilidade dos desafios diários como elementos de uma formação humanizada e solidária.

(Por: Tauã Lima Verdan Rangel)

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