Bruna Kuchenbecker

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  1. Fale-nos um pouco de você.
  • Meu nome é Bruna Kuchenbecker, nasci em Belo Horizonte – MG. Sou graduanda de bacharel em Estudos Literários pela Universidade Federal de Goiás e revisora freelancer. Em 2015 me descobri como escritora em uma aula de Literatura no colégio e em 2017 tive a oportunidade de publicar meu primeiro Romance com uma editora, cujo título é O que os olhos não veem as memórias contam.
  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
  • Além de escrever, eu também faço revisões freelancer de livros, textos e trabalhos acadêmicos. Acredito que como a maioria das garotas, eu já tive o coração partido e essa temática foi a sobressalente em muitos textos meus. Mas em geral eu me inspiro em pessoas reais ou em momentos vividos. 
  1. Qual a melhor coisa em escrever?
  • A escrita se tornou um espécie de refúgio para mim. Nunca fui boa falando o que eu sinto ou demonstrando, então com a escrita em posso desabafar, chorar, tirar a angústia para fora sem falar nada, apenas despejando os sentimentos com a leveza da ponta de um lápis.
  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)
  • Não tenho nenhuma local específico para escrever, mas sempre escrevo todos os meus textos e poemas em um caderninho velho.
  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
  • Desde mais nova eu sempre gostei muito de ler romances românticos, então eu desenvolvi uma certa facilidade em escrever nesse gênero. Porém no meu segundo livro eu estou tentando arriscar e desenvolver o mistério na escrita.
  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
  • O meu primeiro livro (O que os olhos não veem as memórias contam) é um romance que conta a história de uma jovem, Bianca, que detalha sua vida para o leitor interagindo por toda a trama, perpassando por cada período da sua história. Essas memórias, narradas em primeira pessoa, nos conduzem a três notáveis e distintos momentos, conduzindo a quem lê por belas e também por tristes recordações. Idas e vindas, amores e desamores, ganhos e perdas… Um livro para quem gosta de romance, com toques de poesia ao olhar de quem se encanta com a leitura e também aos sentimentos de uma personagem que não se acanha, luta pelos seus ideais, vence e consegue superar derrotas, choros e tristezas. A história se resume em ciclos. Cada estágio da vida da protagonista sugere reviravoltas, em que o leitor tem a possibilidade de conhecer, por meio de relatos intensos. Com toques românticos, clichês ou não, o que depende do ponto de vista de cada leitor, eu conduzo de maneira plena a uma história linda, de leitura delicada, e que leva a reflexões acerca do que somos e queremos durante nossa jornada. OO nome do título eu sempre tento escolher de uma forma que deixe o leitor curioso, mas que também diga implicitamente sobre o que será o livro. E os nomes dos personagens são escolhidos por mim mesma, são nomes que eu gosto ou que eu penso combinar com a narrativa.
  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro? 
  • Antes de tudo eu sempre faço uma espécie de “scrip” da história. Então, dependendo do que eu quero que ela contenha, eu pesquiso sobre locais, profissões, coisas científicas, termos técnicos ou qualquer outra coisa referente a algum elemento pertencente ao livro.
  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
  • Por mais que eu seja uma leitora assídua de romances românticos eu não me inspiro em nenhum autor ou livro desse gênero. Eu acredito que cada autor tem um maneira, um trejeito, uma marca de escrita que o faz único
  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
  • No meu primeiro livro eu recebi vários “nãos” e fiquei bastante chateada por um tempo. Mas tudo é questão de paciência e ter fé. E assim eu fiz até receber o retorno de uma editora me dando a oportunidade de publicação.
  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
  • Eu fico muito contente ao ver quantos autores jovens independentes nós temos nesse meio. As redes sociais ajudam muito nesse quesito e é lindo ver tantos jovens compartilhando seus escritos. Mas eu ainda acho que falta incentivo para a população ler mais. 
  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
  • Eu acredito muito no pensamento de que não existem livros bons e livros ruins, pois para mim todo livro deve ser valorizado porque foi um processo em que foi exigido dedicação e amor por parte do autor, mesmo que o leitor não tenha se identificado com a narrativa. Eu acho interessante o ponto de muitos autores estarem mostrando seus trabalhos, porém também vejo que por isso as editoras estão cada vez mais seletivas, por vezes optando por aqueles que possuem um grande público na internet ou que já tenha o nome feito, criando assim uma certa discriminação com os outros autores menores.
  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
  • Acredito que os livros tem um preço devido ao seu processo de produção e royalty, mas também penso que devem ter um preço justo e acessível para qualquer leitor.
  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
  • Todos os livros da JK Rowling! Eu fico me perguntando como ela pensou em todos os detalhes, em nomes dos personagens, em todo o universo de Hogwarts! Eu realmente gostaria de ter tido uma ideia de uma história tão brilhante quanto a dela!
  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)
  • Para o primeiro livro eu diria que a música City Of Angels da Katheryn
    Dean se encaixaria perfeitamente. Quando ao segundo livro a música Nothing Scares Me Anymore de Steve Angello diz muito sobre a história.
  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
  • Nunca li um livro em que despertasse em mim essa sensação, mas há duas autoras em que seus livros, por se tratarem de crônicas, eu costumo dizer que são “livros escritos para mim”, pois parece que cada escrito ali foi pensado em fatos que já ocorreram comigo. As autoras são Bruna Vieira e Clarissa Corrêa.
  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
  • Sim, tenho novos projetos! Eu estou em fase final de escrita do meu segundo livro: Corpos Dançantes. O lançamento será em maio deste ano! Será um romance romântico também, porém com um certo ar se mistério envolvendo uma suposta morte de um dos personagens principais. Estou ansiosa para compartilhar essa história com meus leitores!
  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
  • Não costumo acompanhar, mas acredito que críticas devem ser construtivas e com o intuito de fazer o autor aprimorar sua escrita e não desmotivá-lo.
  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
  • Vale internacional? Hahahaha. Se sim, eu escolheria a Coollen Hoover!
  1. Qual a maior alegria para um escritor?
  • Para mim, como escritora, o que me deixa mais feliz é ver alguém contente ou emotivo com o que eu escrevi! Ser valorizado, mesmo que por uma pequena parcela de pessoas, amigos ou familiares, já é uma grande alegria conquistada nesse meio literário!
  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
  • Aos leitores, continuem lendo porque ler é um ato mágico e te faz viver intensas e divertidas aventuras! Aos calouros na escrita e no meio literário, não desistam nunca! Sequer deixe esse pensamento dominar sua mente! Uma dica de ouro que eu aprendi ao longo da minha pequena jornada como escritora: Escreva! E escreva para você em primeiro lugar. Se você está satisfeito com o que escreveu, ótimo! O que os outros vão pensar sobre isso é outra coisa, mas antes de tudo você tem que gostar do que escreveu. Foi algo que fez mágica em meu ser! Me senti muito melhor ao praticar esse pensamento e minha escrita fluiu muito melhor.

 

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