1. Fale-nos um pouco de você.

Atualmente moro em Brasília, mas nasci no Rio de Janeiro, em 1937. Fui militar, servi ao Exército Brasileiro até o posto de Capitão, quando solicitei demissão. Casei em 1961 com Mariza, com quem permaneço casado até hoje. Temos três filhos, seis netos e uma linda bisneta. Cursei o Instituto Militar de Engenharia tendo sido diplomado como engenheiro militar de comunicações. Trabalhei na Embratel durante 25 anos. Hoje, aposentado dedico meu tempo discricionário à minha família em 1º lugar e na sequência, ler, assistir Netflix ou Prime-vídeo e… escrever.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

A minha vida Professional, obrigou-me a redigir sempre muitos documentos de estudo de caso, pareceres, relatórios etc., nos quais eu primava por não escrever errado ou besteiras. Gosto de ler, embora hoje leia um pouco menos que a tempos atrás. Por influência de minha mãe, aprendi a apreciar  poemas, tendo então publicado, em 2015, uma pequena coletânea de poemas e sonetos, de autores clássicos e também alguns de minha autoria, no livro “Poemas que Tocam o Coração”. Mais recentemente, em meados de 2018, eu fui convidado, pela Ceiça Carvalho, para participar da Antologia “Sex Drive”, com o envio de contos sensuais. Isso foi o início de uma nova atividade para mim, pois os contos enviados foram aceitos e na sequência, fui convidado para participar de outras Antologias, não apenas de contos sensuais, mas também de outros gêneros, tais como: “Prenúncio do Medo, Trilogia composta pelos livros Presságio, Pânico e Morte”; “Uma Tarde Quente de Inverno a Dois”; “Amor à Moda Antiga” e mais recentemente “Sob o Signo da Morte”.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Pensar numa nova ideia sobre determinado assunto e tentar criar/desenvolver a sua ideia. Sempre tive e ainda tenho muito interesse pelo assunto “sexo” com seus aspectos comportamentais, que são os responsáveis pelo sucesso ou fracasso de relacionamentos. Gosto de desenvolver ideias e escrever contos sensuais, mas o convite para participar das Antologias “Prenúncio do Medo” – com três livros e mais recentemente “Sob o Signo da Morte”, eu considerei como um desafio, mas felizmente os escritos foram aceitos e eu estou participando das Antologias.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Não, eu não tenho um cantinho especial para escrever. Quando posso, sento no computador para escrever o que chamo de ‘Memória Auxiliar para Conto Tal’ e vou escrevendo frases, comentários, ideias etc. Às vezes uso a função de gravador disponível no celular para gravar determinada coisa, importante, que repentinamente veio à lembrança.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu não tenho um gênero literário específico. Gosto de escrever contos sensuais e por este motivo me inscrevi para participar da Antologia “Sex Drive”; mas depois fui convidado para participar de outras Antologias com temas diversos. Gosto de escrever com base em fatos acontecidos.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

No Livro Poemas Que Tocam o Coração, a inspiração veio dos autores/escritores clássicos, com seus belos poemas; No livro Memórias de Nossas Vidas na Embratel, a inspiração foi simplesmente a vida vivida. Para as Antologias, “histórias da vida como ela é”, baseados em alguns fatos acontecidos.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Dependendo do tema, procuro na Internet ou em livros que li, para o esclarecimento de algum detalhe específico, ou criar uma ideia nova.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não especificamente, mas acredito que os livros lidos trazem sempre um detalhe; uma cena, um enredo, um diálogo que marcam mais a lembrança.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado? 

Não sendo um escritor por profissão, ainda não tive este dissabor.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Esta é uma pergunta difícil de ser respondida, porque implica no ambiente que nos envolve e que estamos vivendo. A educação e a cultura estiveram relegadas ao segundo plano, por muito tempo, em nosso país. Penso que ficou mais fácil e barato traduzir um ‘Best seller’, já consagrado internacionalmente, do que publicar um novo livro nacional.  Criar, escrever, desenvolver um tema, que venha a ser apropriado para editar e produzir um livro “solo”, que é o sonho de todo autor, é muito dispendioso e com um retorno incerto para o capital investido. Parece ser este o motivo do sucesso das Antologias, onde vários autores participam financiando o projeto, conseguindo assim ter seu nome divulgado pela mídia. O livro eletrônico, com seu custo de produção e venda mais acessíveis, tem também influenciado o cenário da literatura nacional.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Penso que a resposta anterior também se aplica à este item.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Desestimula a vontade de ler. 

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Ainda não pensei nisso.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Para ler, eu gosto de música instrumental e suave, pode até ser de uma ópera, mas sem a voz do tenor ou da soprano, porque a letra da canção entrando pelos ouvidos tira a fixação à leitura, a pessoa acaba prestando mais atenção à letra da música do que a história que está lendo.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não. Li apenas um poema que julgo ser muito bonito, porque contém as leis morais da vida escritas em versos harmoniosos. É o poema “IF” de Rudyard Kipling, ou “SE” tradução para o português de Guilherme de Almeida.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Achei interessante a ideia de participar em Antologias, porque o investimento monetário é relativamente pequeno; dependendo de sua inspiração você pode escrever um texto curto, sem obrigação de estar interligado, por exemplo, ao princípio, meio e fim, como num romance ou livro tradicional, mas penso também em produzir um livro “solo” sobre o tema da sexualidade.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Interessante porque funciona como um Feedback para seu texto. Você tem a percepção se o mesmo será aceito ou não pelos leitores.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Uma pessoa que não conheço pessoalmente, apenas pela internet. O nome dela é Vanessa Camargo e me foi indicada pela Diany Cardoso. Ela tem me ajudado muito, com comentários, críticas e sugestões para os meus textos. A revisão e correção dos mesmos eu tenho realizado com a escritora, de nome Bruna Kuchenbecker.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Receber um ‘feedback’ agradável para seu texto, ainda que com críticas construtivas, funciona como uma massagem no “ego”.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

O hábito da leitura, da boa leitura, tende a desenvolver naqueles que gostam também escrever, a germinação da semente da escrita, ainda que com pequenos textos, tipo contos ou crônicas, o hábito de colocar no papel suas ideias..

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