Carlos Eugênio

0
253
  1. Fale-nos um pouco de você. 
    Nasci no dia 3 de maio de 1937, na cidade do Rio de Janeiro. Pelo fato do meu pai ser militar morei em Bagé-RS, Santos-SP e Curitiba-PR de 1941 até 1951 quando retornei para o Rio de Janeiro e ingressei no Colégio Militar. Segui para a Academia Militar das Agulhas Negras – AMAN e fui declarado, em 1958, Oficial do Exército Brasileiro, casei em 1961 com Mariza, com quem permaneço casado até hoje, tenho três filhos, seis netos e uma bisneta. Cursei o Instituto Militar de Engenharia tendo sido diplomado como engenheiro de comunicações. 
  2. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
    De 1956 até 1969 fui oficial do exército brasileiro; Em 1969 solicitei demissão do exército e comecei a trabalhar como engenheiro até 2013, quando me aposentei; Durante uma reunião de ex-funcionários da Embratel, onde trabalhei por mais de 25 anos, surgiu à ideia de escrever um livro, e, junto com outros seis ex-funcionários da Embratel participei na elaboração e publicação do livro “Memórias de Nossas Vidas na Embratel”, editado e publicado pela Editora Thesaurus de Brasília. Esta experiência despertou o interesse em escrever outras histórias, que escrevo quando não estou ocupado com netos ou bisneta.
  3. Qual a melhor coisa em escrever?
    Pensar numa nova ideia sobre determinado assunto e tentar criar/desenvolver a sua ideia. Sempre tive e ainda tenho muito interesse pelo assunto “sexo” com seus aspectos comportamentais, que são os responsáveis pelo sucesso ou fracasso de relacionamentos. Li sobre o assunto em diversos livros e publicações entre eles: os famosos Relatórios Kinsey (1948 e 1953); Masters & Johnson (1966 e 1970); e os Relatórios Hite (1976 e 1981), que abordam de uma maneira mais completa o problema da sexualidade, principalmente a sexualidade feminina. Também gosto de poesia, aprendi a apreciar e declamar por influência de minha mãe, Déa, tendo então, incentivado pela Editora Thesaurus, publicado uma pequena coletânea de poemas e sonetos que, ao longo de minha vida, tocaram meu coração.
  4. Você tem um cantinho especial para escrever?
    Não, eu não tenho um cantinho especial para escrever. Quando posso, sento no computador para escrever o que chamo de ‘Memória Auxiliar para Conto Tal’ e vou escrevendo frases, comentários, ideias etc. Às vezes uso a função de gravador disponível no celular para gravar determinada coisa, importante, que repentinamente veio à lembrança.
  5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
    Eu não tenho um gênero literário específico. Gosto de escrever contos sensuais e por este motivo me inscrevi para participar da Antologia Sex Drive; depois fui convidado para participar da ‘Antologia Prenúncio do Medo-Presságio’, enviei um conto e foi aceito; Gosto de escrever com base em fatos acontecidos, sobre temas diversos.
  6. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
    No Livro Poemas Que Tocam o Coração, a inspiração veio dos autores/escritores clássicos, com seus belos poemas; No livro Memórias de Nossas Vidas na Embratel, a inspiração foi simplesmente a vida vivida. Para as Antologias, “estórias da vida como ela é”.
  7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
    Dependendo do tema, hoje em dia procuro na Internet nos mecanismos de pesquisa para o esclarecimento de algum detalhe.
  8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
    Não especificamente, mas acredito que os livros lidos trazem sempre um detalhe; uma cena, um diálogo que marcam mais a lembrança.
  9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro?
    Teve algum livro que não conseguiu ser publicado? Não.
  10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
    Esta é uma pergunta difícil de ser respondida, porque implica no ambiente que nos envolve e que estamos vivendo. A educação e a cultura estiveram relegadas ao segundo plano, por muito tempo, em nosso país. Ficou mais fácil e barato traduzir um Best seller, já consagrado internacionalmente, do que um novo livro nacional.
  11. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
    Penso que a resposta anterior também se aplica à este item.
  12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
    Desestimula a vontade de ler.
  13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
    Ainda não pensei nisso.
  14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor).
    Eu gosto de música clássica e de música suave, sem cantor, porque o leitor, fatalmente vai acabar prestando mais atenção à letra da música do que a letra que ele está lendo.
  15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
    Não
  16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
    Achei interessante a ideia de participar em Antologias, porque o investimento monetário é relativamente pequeno; dependendo de sua inspiração você pode escrever um texto, sem obrigação de estar interligado, por exemplo, ao princípio, meio e fim, como num romance ou livro tradicional
  17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
    Interessante porque funciona como um Feedback para sua estória

  18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
    Quem tem me ajudado muito, com comentários, críticas e também correção dos meus textos, é a escritora, nova ainda, de nome Bruna K.
  19. Qual a maior alegria para um escritor?
    Receber um comentário agradável para seu texto, ainda que com críticas construtivas.
  20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
    Penso que o hábito da leitura, da boa leitura, desenvolverá naqueles que tem a tendência, para também escrever, iniciar, ainda que com pequenos textos, tipo contos ou crônicas, o hábito de colocar no papel suas ideias.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here