Cláudia Sepé

https://claudiasepe.com.br/blog/de-ferro-e-de-sal-de-simone-saueressig-exige-que-voce-tenha-nervos-de-aco-DHU9342/

 

Há pouco concluí a leitura do livro de Fantasia da escritora gaúcha Simone Saueressig, “De ferro e de Sal”, que tem uma sólida trajetória em produção de livros do gênero e em FC (Ficção Científica).

Confesso que fiquei impactada já no início do livro, pois o que conhecia da autora, até então, voltava-se prioritariamente ao público infanto-juvenil (categoria um tanto nebulosa, se pensarmos na atualidade). Quem leu “A máquina fantabulástica”,  cujo protagonista, um menino, deseja ser adulto, mas, depois de muitas peripécias em um mundo fantástico, redescobre o prazer de ser criança, simplesmente acha que se trata de outra escritora.

Em Brutmir, cidade habitada por ferreiros, uma trama diabólica vem sendo urdida e fará com que seus habitantes sejam levados ao limite de sua força física e moral. Prostitutas, mercadores de gente, arqueiros, elfos e os terríveis servidores, seres alados que auxiliam os ferreiros, entrelaçam-se com os personagens centrais. A crueza da vida ali retratada, em alguns momentos, chega a chocar, não apenas pelas descrições de algumas cenas de prender o fôlego, como pela linguagem utilizada por Simone. Sabe a vida como ela é, em seu estado bruto (viria daí o nome Brutmir?), o ser humano se mostrando da forma mais vil, ou instintiva? É isso.

O lado cruel desse mundo de ferro aparece em várias cenas tão bem desenhadas pela autora, que quase chegamos a fechar os olhos, como se estivéssemos no cinema, deixando de assistir àquelas ações que não suportamos, pois desafiam nosso controle emocional. É o que ocorre nos episódios de tortura e de batalha, construídos com detalhes realísticos e em ritmo vertiginoso (…)

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