Diário de um autor Parte IV

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Na parte anterior relatei sobre o caso principal que inspirou a trama do meu próximo Suspense. Desta vez será sobre outro fato real que se encaixa no tema que é o da jovem Lucélia Rodrigues, atualmente com 21 anos de idade. Uma mulher que superou o trauma da violência(tortura) doméstica através da sua fé em Deus, seguindo fielmente sua religião, onde aprendeu sobre o perdão e o seguir em frente.

Lucélia ficou conhecida nacionalmente no dia 17 de março de 2008, onde vários telejornais relatavam sobre o caso da criança achada dentro de um apartamento, amarrada, com marca de tortura. Na época ela estava com 12 anos de idade, e foi após uma ligação anônima feita para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, de Goiânia, que dois agentes – um homem e uma mulher – foram atender a ocorrência. O local era um apartamento(cobertura duplex) localizado num bairro de classe média alta. Ao entrarem na residência se depararam com a empregada que relatou não saber da existência de nenhuma criança no recinto e durante pressão por parte dos policiais ela acabou por falar a verdade dizendo que a criança estava no andar de cima.

Chegando ao andar superior, onde havia uma porta trancada, bateram, mas ninguém respondeu. Apareceu Tiago, o filho dos donos da casa, que estava de visita(não tinham envolvimento algum de cumplicidade, nem ao menos sabia de tal fato). A empregada não estava com a chave, alegando que a patroa havia levado, com isso, os agentes pediram ao porteiro que trouxesse uma ferramenta para que pudessem arrombar a porta, feito isso, ao entrarem, a policial depara com Lucélia acorrentada pelos braços à escada de ferro que dava acesso para caixa d´água. Praticamente pendura, seus pés mal tocavam no chão, a boca tampada com esparadrapos. Pouco tempo depois a autora do crime chegou, Silvia Calabresi Lima de 42 anos, dona de uma loja de cosméticos. Ela foi autuada em flagrante, assim como sua empregada, essa entregou um caderno em que anotava as práticas de torturas a mando de sua patroa.

Lucélia era filha adotiva de Silvia, uma adoção irregular. Os pais dela não tinham condições de criá-la.

As agressões iniciaram três meses após a criança ir morar com sua mãe adotiva, quando quebrou uma porta de vidro do apartamento.

As agressões:

A criança é forçada a beber urina do cachorro, assim como comer das fezes. Era surrada com cinto de fivela, espancada com rodo e vassouradas. Pimenta nos olhos. Dedos presos na porta. A ponta de sua língua foi cortada com uma tesoura, também era apertada com a ponta de alicate.

A empregada, após ser contratada, ficou responsável por vigiar Lucélia.

A justiça:

Silvia foi julgada e condenada a 14 anos, 11 meses e cinco dias de prisão. Valnice(a empregada) foi condenada 7 anos e 11 dias, o marido de Silvia teve condenação de 2 anos.

Livre das torturas, Lucélia foi adotada por uma pastora de Belo Horizonte, um tempo depois a jovem preferiu morar com o pai. Atualmente é casada e prega a palavra de Deus, além de testemunhar sobre essa parte de sua vida, mostrando como superou isso através de sua fé.

 

Depois de mostrar os casos que inspiraram meu novo livro, fico me perguntando “Como meus leitores acham que será o próximo livro? Será que acham que irei retratar agressões contra algum personagem que seja uma criança? Se vai ser pesado demais? Se acham que vai ter um impacto maior que Sob o domínio do silêncio?”.

Apenas digo que esperem para ver o resultado. Só antecipo que é um Suspense Realista e que será diferente de Sob o domínio do silêncio.

DIGA NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS A ADOLESCENTES.

Fontes:

https://www.youtube.com/watch?v=3LzpYlbh52s

https://www.youtube.com/watch?v=YuZ4eqWJ4Hc

https://www.youtube.com/watch?v=jQbQWil93gw

 

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