1. Fale-nos um pouco de você.

Bem, nasci em Caruaru-PE, a capital do forró (rs). Sou licenciado em Geografia pelo IFRN e em Letras pela UFF. Sou um apaixonado por ler e escrever, com isso, você já imagina! Tenho muitos livros na fila de leitura e, também, diversas histórias para serem escritas (rs). 

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Fui da Marinha e, atualmente, sou professor; assim, já viajei bastante por este nosso abençoado planeta terra. As minhas inspirações vêm das leituras, viagens, passeios culturais.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Acredito que seja aquilo que você está sentindo no momento. Então disso vai sair uma poesia, um conto, um romance, uma crônica. Por exemplo, eu vou de oito a oitenta, ou melhor, escrevo contos de terror e poesia, são os meus gêneros preferidos. Até porque são curtos, então dá para se concentrar e terminar tudo em no máximo uma semana. Porém, se vamos escrever uma novela ou um romance, claro que tem que haver uma programação e esquematização de tempo e das ideias.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Não tenho. Quando vou escrever, pego o meu notebook e vou para o local mais tranquilo da casa (rs), ou seja, quarto, sala, varanda. A inspiração está na mente!

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Como falei, gosto de escrever poesias, de preferências as curtas e estilo nacionais, por exemplo, aldravia, camaquiano, poetrix; e, contos de terror. Embora que na antologia do hotel Vivace eu escrevi um suspense policial.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

O meu primeiro livro (À flor da pele) é em prosa e verso, nesse livro tenho seis contos de ficção fantástica, gostei muito dele. Já o segundo é só de poesia, tenho apenas digital, chama-se “Poemas com cravo, canela, pimenta e epifanias”, nele encontram-se poemas quentes, mas também poemas bem lights (rs). Também tenho escritos em algumas antologias, mas a do Hotel Vivace foi uma excelente experiência, até porque utilizou a técnica de “fix-up”, em que respeitamos dados pré informados. Quanto aos nomes dos personagens, também vejo que em determinadas histórias um nome X ou Y cai bem, isso depende se o personagem terá uma personalidade forte ou não. Então, tudo isso, nome de personagem e títulos, sofreram influências da nossa experiência de vida e em tudo que imaginamos de ficção.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Todas as pesquisas que são válidas, por exemplo, google, livros históricos, geográficos, entre outras fontes de pesquisa, pois o importante é fazer com que o leitor sinta que o livro está coerente com “universo” que está sendo tratado. Assim, se eu for escrever sobre alguma história na Idade Média, tenho que descrever a ficção de acordo com o que se passava naquela época e, para isso, tenho que conhecer um pouco os costumes e a história.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Algum autor ou livro, especificamente, não. Pois vejo isso como a soma de tudo aquilo que já foi lido, por exemplo, Edgar Allan Poe, Ernest Hemingway, Machado de Assis, Shakespeare, Manuel de Barros, todos esses e outros que já li têm uma influência direta e indireta naquilo que escrevo. Acredito que seja assim também para todos os escritores.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado? 

Tenho apenas dois livros publicados, os dois por editoras contratadas por mim. Assim, acredito que passaria por dificuldades como qualquer outro escritor desconhecido do grande público. Pois as grandes editoras procuram investir em pessoas já renomadas.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Está melhorando a cada ano, mas poderia estar bem melhor. É tudo um processo, não é? Eu disse que poderia estar melhor porque percebe-se que os alunos a partir do Ensino Médio leem menos e, além disso, os preços dos livros poderiam estar bem melhor, mas isso depende muito das editoras.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Isso é bom, pois acredito que os bons escritores continuarão escrevendo, o tempo definirá quem é quem, ou seja, será tipo a seleção natural. Os bons permanecerão.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Claro que deveriam estar mais baratos! Nós pagamos uma taxa de imposto muito alta em tudo, então, quer queiramos ou não, tudo é afetado. Ou seja, sabemos que há incentivo para o livro, mas os outros produtos, como: gasolina, roupas, frete, alimento, etc, afeta o preço do livro.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

São alguns, por exemplo, Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, Dom Casmurro, A divina comédia, A Odisseia, A morte escreve certo, O auto da compadecida, O alquimista, e assim por diante.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Sinceramente, são tantos cantores com músicas excelentes. Então, não quero citar apenas uma música, mas cantores, por exemplo: Raul Seixas, Mílton Nascimento, Fagner, Zeca Baleiro, Zé Ramalho. Mas, se tiver que ficar com uma música, escolho “Gita” de Raul Seixas.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Nessa intensidade! (rs) Vou ficar com “Tristão e Isolda”.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim, tenho. Irei publicar a segunda edição do livro de poesias “À flor da pele”, nesse livro acrescentei alguns contos, por isso ficou um livro em prosa e verso. Também pretendo participara de algumas antologias que estão abertas e, num futuro próximo, publicar um livro infanto juvenil de terror. Esse último projeto já está todo na mente, só falta passar para o papel.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Não, não acompanho. Quanto ao que eu acho, acho que devemos retirar as coisas boas de tudo, se não houver nada de bom para tirar, esquece, vamos em frente. Deixemos que cada um cuide da sua amargura!

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Que tal o Papa Francisco, acho que ele gostaria de ler meus poemas e contos (rs).

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

É quando recebe o livro da editora. Pois é nessa hora que os sonhos disparam; a imaginação voa longe; tudo vai dar certo, naquele momento.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Leiam, leiam bastante. Pois se a vida já é complicada com conhecimento, educação e leitura; imaginem sem nada disso. Quanto aos escritores, apenas escrevam (depois do processo de ler e reescrever), pois há mercado para todo mundo. Boa sorte!

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