1. Fale-nos um pouco de você.
    Natural do Rio de Janeiro, tenho 22 anos, trabalho como auxiliar administrativa, estudo Biologia e nos “tempos vagos” sou Designer Gráfica/Editorial e Confeiteira rs.
  2. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
    Comecei a escrever aos 11 anos, entre fanfics e romances sem cabeça, mas terminei o primeiro livro aos 13 anos. Nesse meio tempo sempre estive estudando, e depois dos 15 anos, estudando e trabalhando. Depois da minha terceira publicação (Natasha) a vida adulta chegou e fiquei sem tempo pra ler, muito menos para escrever, e estagnei com 11 livros escritos na minha biblioteca pessoal. Forçada pelo sonho de conciliar todas as coisas que amo, hoje estou publicando meu quarto livro, trabalhando como auxiliar administrativa, estudando Biologia, lendo (entre uma condução e outra) e tentando escrever nos finais de semana entre os serviços gráficos e editoriais que presto para editoras e autores nacionais.
  3. Qual a melhor coisa em escrever?
    Sem dúvidas, ser capaz de criar seus próprios mundos rs
  4. Você tem um cantinho especial para escrever?
    Escrevo em meu quarto, geralmente na bancada. Só consigo escrever a noite, com uma playlist específica para o tipo de escrita/cena e com uma boa caneca de café com leite para acompanhar rs
  5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
    Escrevo romances, em geral. Já escrevi romances de ficção, sobrenatural, de terror e distópicos, mas sempre romances.
  6. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
    Despertar e Renascer foram os primeiros. Por ter escrito tão nova, é um romance bem adolescente, com situações e cenários específicos de um clichê. Hoje tenho certo preconceito com eles, mas é notório a trajetória do meu crescimento (como pessoa e na escrita) no decorrer dos livros que escrevi. Os títulos dos livros sempre vêm à minha cabeça antes da história propriamente dita. Penso no título, uma pequena sinopse e então começo a escrever. Natasha me veio à mente enquanto estava indo trabalhar, em um trem lotado. Peguei o celular, escrevi um trecho e me apaixonei na hora. Daquele momento em diante, terminei de escrever o livro em 4 dias. Não consigo me lembrar exatamente de onde me veio a inspiração para Além do Céu e Mais Um Dia, pois como muitos outros livros meus, ficaram na gaveta durante muito tempo.
  7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
    Depende muito da premissa e de onde a história vai. No momento estou tentando terminar uma obra que se chama “61 Dias em Londres”. Naturalmente estou fazendo uma pesquisa pesada e á fundo de toda a cidade de Londres, desde pontos turísticos, até nome de ruas, estações de metrô e tempos estimados de viagens, para fazer o leitor mergulhar de cabeça e se sentir na cidade de todas as formas. Com Além do Céu e Mais Um Dia, pesquisei muito sobre cegos. Tecnologias, responsabilidade da escolha com os alunos portadores dessa deficiência e coisas do tipo.
  8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
    Depende do que estou lendo no momento. Natasha e Além do Céu e Mais um Dia surgiram com muita influência de John Green. Despertar e Renascer, influenciados por Stephenie Meyer. Todos os outros livros escritos tem suas inspirações em momentos e leituras específicas na minha vida
  9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
    Todas as minhas publicações foram de forma independente. Sempre tem uma editora, mas todos os custos e investimentos vêm de mim, então não há muita dificuldade nisso. Se fosse uma publicação de forma tradicional, creio que teria dificuldades sim, por ser uma área mais difícil e concorrida.
  10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
    Depois que a “vida adulta” chegou, fiquei muito distante do mundo da literatura, tanto na leitura quanto na escrita. Pode ser impressão minha, mas acho que os autores independentes e editoras pequenas estão tomando conta do mercado. Agora com o aumento do dólar e o encarecimento da impressão dos livros, creio que vá dar uma pequena queda…
  11. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
    Exatamente sobre essa facilidade que o autor independente tem de realizar seu próprio sonho sem precisar passar pela avaliação rígida de uma editora. Hoje em dia, pagando, qualquer autor consegue publicar sem livro. Muitos autores grandes surgem assim, e até mesmo as obras “desesperadoras” devem ter sua chance. Realizando o sonho de alguém, é o que vale.
  12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
    O dólar realmente encareceu muito a impressão dos livros (estou vivendo esse drama nesse exato momento), mas creio que deveria ser uma troca justa entre mercado/consumidor. Eu vejo um livro de R$ 40,00, e se for algo que eu quero muito, não compro. Se quero que meu livro seja vendido no mercado e ele ainda não tem nome, devo atrair o leitor primeiramente pelo valor dele.
  13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
    No momento estou terminando de ler “Um Dia Em Dezembro”, e é um romance tão gostoso e tão envolvente, que peguei me pensando exatamente isso: queria ter tido essa ideia… rs
  14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?
    Criei o hábito de criar uma playlist no Spotify para meus livros. Inclusive já fiz uma para Além do Céu e Mais Um Dia, e estou constantemente adicionando músicas que tem relação com o livro lá. Uma que me toca muito quando penso no livro, é ‘The Night We Met – Lord Huron”. É um amorzinho de música.
  15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
    Guardo todos livros com muito carinho em meu coração. É difícil escolher um favorito ou que tenha marcado tanto minha vida.
  16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
    Meus livros e projetos são separados em três pastas específicas. São elas: 1) Finalizados (AMÉM SEM OR). 2) Escreve isso, cara. e 3) Não vai rolar. Dentro da segunda têm projetos que iniciei e não terminei, mas acho que têm potencial para serem escritas e a terceira, projetos que tenho somente sinopse ou rascunho de ideias, que sei que não vai sair nunca daquilo. Finalizado eu tenho uns 10, e para ser escrito, no mínimo os 7. Tenho projetos para o resto da vida, e sei que sempre vão estar surgindo outros novos rsrs
  17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
    Acho que toda crítica é bem vinda, mesmo sendo negativa. Por mais que doa, faz com que pensamos no que podemos melhorar ou acertar. Eu particularmente não sei aceitar muito na hora, mas depois penso com calma e vejo que talvez a pessoa esteja certa. Lógico que uma crítica bem feita pode ser construtiva. A pessoa que a faz deve ter o tato de saber que está falando de uma pessoa, e que pessoas, acima de tudo, tem sentimentos.
  18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
    Pergunta difícil… rs Acho que ficaria muito feliz se qualquer autor de grande nome lesse meu livro.
  19. Qual a maior alegria para um escritor? Seus leitores, com certeza!
    Quando alguém lê minhas obras e vem comentar comigo, todo animado, emocionado ou até mesmo chateado (dependendo do final), dá vontade de apertar e colocar numa caixinha pra sempre rs
  20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
    Não desistam! Não é fácil, é um mercado muito concorrido, mas sua perseverança e a fé em si mesmo faz você ir além! Acredito no potencial e aposte suas moedas em você mesmo. Vai dar tudo certo!

 

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