Oiii pessoal!!!
A resenha de hoje é da Antologia “King, Poe, Lovecraft: do Terror ao Horror”, organizado por Rô Mierling, publicado pela editora Illuminare em 2018, contendo 180 páginas.
Sinopse: “Stephen King, Edgar A. Poe, Lovecraft: grandes nomes do terror e do horror na literatura mundial.Ícones de histórias que marcaram gerações gerando medo, admiração e fascínio. E através desse livro, novos talentos brasileiros, admiradores desses grandes nomes da literatura, inspiraram-se em contos e livros de King, Poe e Lovecraft para criar histórias que vão gerar medo, tensão e eventualmente luzes acesas nos quartos durante muitas noites.”
O livro é uma antologia que propõe aos autores escreverem contos inspirados em grandes nomes da literatura no gênero de terror e horror. Ele é divido em três partes, respectivamente, sendo eles Stephen King, H. P. Lovecraft e Edgar Allan Poe. Como a obra conta com 38 autores, não irei citar todos os contos, mas falarei sobre um de cada parte, ilustrando os que mais gostei. Vale ressaltar também que a diagramação está impecável! O trabalho realizado na obra foi com muito zelo.
Na primeira parte temos “Dia de Caça” do autor Jhefferson Passos, inspirado em “Um Bom Casamento” do livro Escuridão Total Sem Estrelas – Stephen King. Ele retrata um caçador que, ao invés de animais, vai atrás de pessoas para que, depois de matá-las, retire alguma parte de seus corpos, uma parte que ele considere perfeita. Um verdadeiro caçador de beleza.

Até que um dia, enquanto estava a procura da vítima que lhe traria a cabeça perfeita, tomando ainda mais cuidado pois já estava circulando notícias sobre as mortes, com as quais não poderia demonstrar nenhuma ligação, uma moça pediu carona e ele cedeu. E foi então que cometeu seu maior erro. De predador, ele virou a presa.

A leitura flui super bem, a escrita de Jhefferson nos prende do início ao fim e sempre deixa um gostinho de quero mais. Apesar de não ter tanta proximidade com o gênero, vou procurar mais obras dele, tenho certeza que irá valer a pena.
Na segunda parte, inspirado no conto “Dagon” de H. P. Lovecraft, o autor Danilo Morales vem com “Lago Shalon” falar sobre um traficante que acaba desviando certa quantidade de drogas. O dono delas vem se vingar e ele passa a culpa para o colega. Mesmo assim, não deixa de ser uma vítima já que presenciou o ato e tornou-se uma testemunha, além de ainda estar com a droga.

Ao fugir da situação não considera a casa da namorada, já que seria um alvo fácil. Então se lembra da casa de sua avó materna, a qual não visita há 15 anos. Lá se encontra o lago causador de seus maiores pesadelos, local onde viu seu amigo Uriel, motivo pelo qual se afastou, morrer afogado quando tinha 7 anos.

Passado o momento de surpresa ao receber o neto e relembrar do trauma pelo qual ele passou, ela novamente o adverte, fazendo-o prometer que ficaria distante do lago. Durante o que poderia ser um pesadelo, ou alucinação, Piero é observado por Agatha enquanto faz pronúncias estranhas mescladas com sua língua nativa. Ao sentir que várias pessoas estavam fitando seus movimentos decide sair e, então, é atraído pelo lago, onde presencia uma miragem assustadora.

Pela manhã é acordado pela avó dizendo que ele teve apenas um pesadelo e deveria tomar café enquanto ela ia buscar lenha para o preparo do almoço. Depois de fumar um cristal de metanfetamina, encontra sua namorada na sala e a alerta para que fique longe de sua avó. É nesse momento que acontecem coisas bem estranhas e um surto por parte de Piero.

A plenitude dos outros personagens chega a ser assustadora. A escrita de Danilo é incrível. A cada parágrafo fica a emoção sobre o que irá acontecer. Um conto muito bem finalizado e que faz querer saber outras obras do autor.

Edgar Allan Poe, com o conto “The Facts In The Case Of Valdemar”, inspirou o autor Igor Moraes na produção “Antares”. No qual temos o relato de um pesquisador científico de áreas desconexas (do mesmerismo a astromonia) cujo acreditava no potencial do corpo humano para a finalidade de conter seres de outras dimensões.

Apesar de, em sua maioria, as pessoas rirem de suas ideias e não acreditarem no potencial delas, seu correspondente norte-americano, Stephen Curry, ficou animado com essa possibilidade e indicou uma lista de pessoas que estariam dispostas a participar da experiência.

Nesse momento que ele conhece o Rodrigo Bohr, um homem que possui problemas para dormir, pois estava tendo pesadelos e ouvindo zumbidos, começando então as sessões de tratamento que utilizam da hipnose. Apesar de conseguir fazê-lo dormir, o cientista não conseguia de fato atingir seu objetivo e o controlar, fazendo com que a percepção extra-sensorial não fosse confiável.

O doutor atribuía seu fracasso aos remédios que o sr. Bohr tomava. As sessões ocorriam na sala de estar, que ele havia transformado em laboratório, até que recebeu uma mensagem no WhatsApp para comparecer na casa do sr. pois ele havia parado de tomar os remédios. Já na casa, ao seguir em direção ao quarto, observou quadros demoníacos com imagens que misturavam animais e homens, que soube, pelo próprio, ser o que ele via nos pesadelos que atrapalhavam seu sono. Ao mudar o local, da sua sala de estar para o quarto de Rodrigo, foi que atingiu seu objetivo de contato com a experiência extra-sensorial.

Igor consegue nos prender do começo ao fim, mantendo nossa atenção e surpreendendo com o final do conto. A escrita é admirável! Há tempos não leio algo assim. Tive contato com outros contos dele e, posso garantir, que sua escrita é espetacular.

Resenha de Ingrid Santana
Resenha disponibilizada pela autora para efeito de divulgação. Todos os direitos foram mantidos.

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