Klaus Keller

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Hoje sou técnico de automação, tenho uma empresa de serviços, sou feliz no que faço; Sou casado a quase 10 anos e juntando a felicidade do trabalho com a felicidade do casamento, tenho certeza que estou numa ótima fase.

A composição de cada individuo é formada por sua experiências, suas ações, seu dia a dia não é? Já fui muito introspectivo, reservado e quieto, coisas que mudaram com o passar dos anos. Para essa mudança ter acontecido, precisei de um pequeno incentivo na adolescências, esse incentivo foram os livros que aprendi a amar e respeitar. Hoje sou o que sou, tenho o que tenho garças a leitura; vida social, amigos, esposa; querendo ou não tudo tem um inicio, e os livros ajudaram isso acontecer.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Como sempre fui muito reservado, sempre buscava algo tranquilo para se fazer após os trabalhos e finais de semana; filmes e televisão em geral era o que eu passava praticamente todo o tempo fazendo, até que entrei em uma livraria e me deparei com um livro de um gato na capa, lápides e um tom de sobrenatural na capa, não li sobre o que era, comprei O Cemitério do Stephen King, foi a escolha certa pela capa. Não parei de ler desde então. 

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Tudo que passa em nossas cabeças, seja trabalho, vida pessoal, diversão, faz parte do que somos, e imaginar algo, cria-lo do zero e inventar um universo seu é gratificante, coloca-lo em papel e compartilhar com outras pessoas seu entusiasmo e criação, é gratificante poder saber que outros imaginaram o mesmo que você.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)
  2. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Desde a primeira vez que coloquei algo no papel, nunca escrevi nada que não fosse terror, suspense e ficção. Meu amor pela leitura veio de um terror, sou grato por isso e tento manter esse gênero vivo em mim, assim como compartilhar com outras pessoas a tensão e o medo nas linhas da imaginação.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Cada história, conto que seja, para mim precisa ter algo relacionado. Seja um nome, um lugar ou um pequena detalhe. Não escolho o nome antes de finalizado o texto. O Título provisório 100% das vezes muda, para algo que faça mais sentido. Já os nomes dos personagens, crio após ter o roteiro pronto, cada nome faz ou fará sentido único na história, sendo muito importante uma pesquisa para que estejam muito próximos da realidade, o máximo possível.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

A pesquisa é tão importante quanto qualquer outra coisa no livro. Com o roteiro pronto, sabendo os lugares e pessoas que entraram no decorrer da historia, deixo pronto a pesquisa. Os lugares pesquiso suas histórias, datas, fatos marcantes…dessa maneira posso descrever com mais precisão e detalhes os acontecimentos na história, tornando-o mais preciso e real possível.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não especificamente em um autor ou livro, tudo o que leio acaba acrescentando algo nos meus livros ou contos. Seja um livro, um filme, um conto ou acontecimentos reais acabo utilizando-o quando for preciso.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

A dificuldade de se publicar um livro não está restrita a mim, muitas pessoas tem dificuldade de publicar um livro por alguma editora, muitas delas já tem seus autores conhecidos e dificilmente publicam um autor iniciante. Não tenho nada publicado, seja livro ou conto, os valores para se auto publicar são exorbitantes, ao qual dificulta o aparecimento de novos e bons autores nacionais.

Esse conto que será publicado será o meu primeiro.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

De uns tempos para cá, surgiram muitas editoras focadas em publicar autores iniciantes, ao meu ver é ótimo para a literatura nacional, dessa maneira poderão e surgirão autores ótimos, fortalecendo mais e mais o cenário da literatura principalmente nacional quanto internacional.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Realmente de um tempo para cá surgiram várias pessoas e editoras lançando livros de autores iniciantes, alguns são bons? São sim, outros nem tanto? Tenho de concordar mas não julgo o autor em si, pois quem escreve sabe o quão difícil e trabalhoso é colocar suas ideias em algumas páginas.

O que penso, veja bem, posso estar enganado, mas os autores iniciantes não tem experiência nesse ramo e acabam publicando sua obra que poderia ser melhor trabalhada, esse erro passa também pela editora, que não visa o sucesso do autor, algumas editoras tem medo de opinar e dizer que a obra ainda não está no ponto para ser publicada, que pode ser melhorada. Esse medo passa em perder o autor para uma concorrente, com o investimento sendo transferido em outra editora. Acabam publicando o autor mesmo assim.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Não conheço exatamente todos os passos que são necessários para a publicação de um livro. Temos que ter a noção do trabalho que é feito para chegar ao produto final; revisão, editor, capista, outras revisões … isso demanda mão de obra. A editora tem um custo para arcar com essa produção, o que encarece o produto final.  Claro que algumas editoras aproveitam desses argumentos e acabam cobrando um valor que poderia ser menor para o autor. Posso estar completamente enganado, mas é o que penso.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Se parar para pensar, todos bons livros pensamos que poderia ter sido ideia nossa, risos! O importante é saber aproveitar a criatividade  dos livros e criar nossas próprias ideias.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor).

Devil On The Wall – Myles Kennedy

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

O Livro da minha vida é O Cemitério do Stephen King, pois foi por ele que passei a amar a literatura.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Ideias sempre temos não é? O Que pretendo fazer é concluir uma série de livros que comecei a alguns anos, amadurecer a ideias e coloca-las no papel. Preciso conversar comigo mesmo e achar algo bom para fazer com ele, seja publicar ou melhora-lo. Só do tempo dirá qual a melhor opção.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Critica é sempre bem vinda, seja ela boa ou ruim, isso ajuda a amadurecer tanto profissionalmente quanto pessoalmente. O que não acho legal é a forma que alguns blogueiros fazem essas críticas. Vejo que algumas delas são mais pessoais do que literal, isso acaba prejudicando muito o autor. Podemos não gostar de alguma obra, isso é o direito de todos, falar sobre e opinar o por que não gostou esta dentro desse direito, mas quando se é feito critica com o lado pessoal isso se torna produtivamente ruim, podendo acabar com a carreira de um autor e mesmo com o blogue em questão, perdendo assim a credibilidade de seu trabalho.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Difícil responder escolhendo somente um, mas se pudesse escolher um e que fosse possível seria Raphael Draccon. Gosto muito de suas obras e é brasileiro, não é algo tão impossível assim.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Saber, sentir e ver a felicidade dos leitores que leem sua obra, isso é o máximo da gratificação que podemos ter.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Sonhos todos nós temos, e nesse caso não é um sonho tão simples e fácil de conseguir. O importante é persistir e continuar tentando, algumas porta certamente se fecharam, mas a porta certa irá abrir em algum momento. Não desista de seus sonhos. Não desista de suas obras. Não desista de levar ao  mundo seus próprios mundos. Nós que estamos aqui, aguardamos poder conhecer o Seu mundo.

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