Lena Rossi

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou Lena Rossi, nascida na cidade mineira de Viçosa, mas moradora do estado de São Paulo desde 1998. Casada, três filhos e apaixonada por literatura desde a primeira infância. Sou formada em administração de empresas pela UFV – Universidade Federal de Viçosa.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Já trabalhei muito em diversa área, mas a paixão pela escrita me acompanha desde muito nova. Naquela época, eu pensava que seria apenas um sonho ser escritora, imagina como algo muito fora da minha realidade de uma menina sonhadora do interior de minas. Fui uma micro empresária por 14 anos e com a vida do meu terceiro filho e mudança de emprego do meu marido decidimos que eu daria um tempo no trabalho fora de casa e seria exclusivamente mãe. E com esta pausa eu me vi escrevendo para minha satisfação pessoal. Hoje posso dizer que sou escritora e administradora de recursos humanos, os meus humanos. A inspiração vem do passado e do presente, ou seja, de várias vivencias e das questões do dia a dia.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Poder levar para o leitor algo que ele possa refletir. Acredito que além de prazer e entretenimento precisamos falar sobre questões diárias. E tudo isso com uma pitada de bom humor. Gosto de tocar as pessoas com minha escrita. A literatura sempre me proporcionou sair da minha realidade e por outro lado, conhecer culturas que nunca imaginei pisar em terras distantes. Mas o que muitas pessoas desconhecem são o prazer e a satisfação, de concluir uma obra. De levar seus pensamentos que voou por caminhos tortuosos e parar na linha de chegada. Sim, não é o fim. Por que essa linha coincide com início e fim.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Estou montando. Acabei de contratar uma empresa que fez um projeto muito legal para nosso escritório. Será um espaço nosso, um escritório meu e sala de estudos das crianças.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Infantil. Tenho um projeto com histórias para as crianças e pré-adolescentes.

Romance, mas passeando pelo humor e drama.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Tenho bastantes títulos, como os romances: Segredos D’Ella, Verdades Secretas, Do outro lado, Sorte no Jogo e no Amor, Amor que se encontra, Unidas por uma história, Mudança de Alma e Por um amor maior. E vários pequenos romances, livro de poesias e mensagens diárias. E os livros infantis. A inspiração vem de sonhos, uma conversa com uma pessoa numa fila, televisão… Um assunto interessante pode vir a me inspirar. Adoro nomes diferentes para meus personagens. Tipo a Gabriela de Segredos D’Ella virou Ella, Joíris e Oiram de Mudança de alma. Líris, de Amor que se encontra veio de uma pessoa que conheci numa padaria. Meus filhos adoram dar palpites e eu gosto bastante essa participação deles.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Bastante. Se eu vou contar a história em uma cidade real eu pesquiso bem para não escrever algo que não existe. E hoje a internet pode nos ajudar muito. Escrevi, Do outro lado no ambiente universitário, e por este motivo pesquisei gírias que os jovens falam, e como tinham estudantes de várias localidades eu incluí este regionalismo no livro.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não. Acredito que tudo que já li em toda minha vida, pode ser influencia indireta sobre minha escrita, mas procurei ter um estilo próprio. Uma escrita minha.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Meu primeiro livro eu publiquei na amazon na forma física e em e-book. Depois fiz outra publicação por uma editora e participei de uma coletânea independente com um grupo de escritora (UPL). E todos os outros livros estão publicados na plataforma amazon.com.br na forma de e-book.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Apesar de parecer que muitas pessoas estão lendo, mais que em outros tempos, é ainda uma pequena parcela. E percebo que tem uma categoria de pessoas que começaram a ler apenas um tipo de literatura. Vou a várias escolas falar com as crianças e adolescentes e fico espantada como eles não gostam de ler. Acredito que fico num ambiente cercado por pessoas que leem, dentro de minha casa inclusive, e quando tenho essa constatação, é muito triste. O cenário nacional é muito competitivo e a literatura estrangeira ainda é muito influenciada.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Concordo com essa classificação e ainda vou além, como perceber um livro na categoria desesperador, sem nenhum conteúdo ficar entre mais vendidos ou mais lidos, por isso volto no ponto onde existem leitores de apenas uma categoria de livros e estes não importam com qualidade.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É o custo alto de cada etapa do processo. Quem não tem um nome reconhecido não consegue que a editora aposte no seu livro. Assim surgiu o autor independente, ele tenta pular algumas etapas para ter seu livro em mãos e pagar menos por ele esbarrando na grande dificuldade de promovê-lo.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Hum… Vários.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Nossa! São tantas músicas… Cada livro tem sua música, mas uma música em especial faz parte de um dos livros: Segredos D’Ella, Felicidade — Marcelo jenesi. Adoro música popular brasileira e todas as trilhas seria todas nacionais. Atualmente tem uma especial: Era uma vez — Kell Smith. A banda Merlim, em especial: Meu abrigo. Músicas mineiras fazem parte da minha vida como: Beto Guedes, Flávio Venturini, Milton…

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não. Mas em cada livro meu tem um pouquinho da minha vida.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Meus livros infantis foram muito bem aceitos na plataforma gratuita, inclusive um deles tem mais de 25 mil visualizações, muito para um livro de 13 capítulos e infantil. Então resolvi fazer uma publicação independente de três deles em uma edição. As memórias de Mariana — A princesa banguela, A princesa cresceu e A Princesa mudou. Ele está quase pronto. E em breve As princesas diferentes. E paralelamente estou terminando outro livro: A intérprete. Neste último ano e o começo deste escrevi vários contos, com este estou montando um livro de coletâneas, já tenho 26 prontos para selecionar. Inclusive estou participando de algumas antologias para este ano incluindo “Tardes Quentes”.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sinceramente, eu não acompanho. Vejo de amigos que me mandam quando saem dos livros deles.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Atualmente, Bráulio Bessa para ler minhas poesias.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Se fosse a outra época, diria que seria ver meus livros nas prateleiras de grandes livrarias. Hoje, quero ser lida, não importa se for numa forma digital ou em físico. Ser reconhecida pela mensagem que levo.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Aos leitores, dê oportunidades a autores nacionais na sua próxima compra. E quando gostar indique, faça avaliação positiva, e se não gostou, não fale mal, vire a página. Para um escritor palavras negativas podem tirar o sonho daquele lugar de alcance. As críticas podem vir de forma positiva e ser uma alavanca para passos maiores e grandes acerto.

Ao escritor iniciante eu digo, nunca perca seu sonho de vista. Tenha foco e força de vontade. Corra atrás, estude e faça a caminhada devagar. Não tente correr e nem pare. Sempre adiante! Você tem que ser o primeiro acreditar que vai dar certo. Termino com uma frase de Julien Green “O pensamento voa e as palavras vão a pé: eis o drama do escritor.”

Boa sorte para nós.

 

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