1. Fale-nos um pouco de você. 

Meu nome é Leonardo, tenho 30 anos, nascido em 1989, ano da queda o muro de Berlim… Por que essa informação? Porque gosto de pensar que nasci em um momento importante da história. Faz com que me sinta com algum significado. Eu sei, eu sei, o muro não caiu por minha causa. Enfim, adoro ler, adoro escrever, assistir filmes, ouvir música e um gosto peculiar de criar microuniversos.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou bacharel em Administração, e trabalho normalmente com certificados digitais. A inspiração para inscrever partiu do amor pela leitura. Os livros e quadrinhos me ajudaram bastante no meu desenvolvimento como pessoa, e naturalmente comecei a escrever, inspirado nos heróis e aventuras que me davam suporte, até mesmo para lidar com meus próprios pensamento caóticos.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

É quase uma terapia, é uma conversa consigo mesmo, e também não é, porque tem um parte sua ali, mas tem também uma parte do mundo que te rodeia.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Não, ainda não. Meu cantinho especial tem sido minha pequena escrivaninha, mas espero poder ter um dia, um ambiente completamente tranquilo, que possa conversar apenas com minha imaginação rsrsrsrs…

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Acredito que ainda não tenho um bem definido, e por enquanto quero me dar certa liberdade com relação à escrita, sabe, apenas deixar as histórias virem e tentar honrá-las.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens? 

A história apresentada para o edital: O Vazio, o conto Rosto Maquiado, tem uma inspiração muito grande nos relatos de violência doméstica veiculados em diversas mídias, como se fosse um aglomerado desses traumas, descritos em forma de conto de fadas, um conto de fadas cruel, como se fosse um reflexo fragmentado. Possui um toque metafórico, quase fantasioso, de uma situação mais comum do que se pensa, triste, porém comum.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Geralmente tento focar em detalhes técnicos, científicos, para dar robustez e base para a história, ao mesmo tempo que dou uma certa prioridade para a história, e tento desenvolver um ritmo e linguagem para contá-la. Para esse conto, especificamente, quase não houve pesquisa, foi mais uma preocupação em captar o sentimento. Claro que nas revisões, nós vamos lá no google e tiramos aquela dúvida sobre sinônimo e conjugação, porém essa foi uma história bastante introspectiva em si mesma.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Gosto muito do Neil Gaiman, e tento me espelhar no pouco nele, principalmente em relação a dicas sobre escrever, pois sei que cada tem sua forma de contar histórias. E ele é um dos mais emblemáticos, na minha humilde opinião, em relação a identidade como autor. Me faz sentir normal, se às vezes as coisas não fazem sentido.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Já tive contos que não passaram em processos seletivos, mas normal.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Falta incentivo, tem muita gente criativa para pouca oportunidade.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho lindo e maravilhoso, a escrita é um forma de expressão, e quanto mais esse ambiente tiver expressividade melhor, mais liberdade, mais conexão, mais representatividade, bom e ruim vão ser sempre aspectos associados a gostos pessoais, claro o bom senso nos ajuda, mas que esse “boom” continue, vire “Big Bang”, destrua e reconstrua universos.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Complicado, possuo um lado anárquico, que pensa: a cultura, e a produção cultural devem ser gratuitas. Ao mesmo tempo que agora entrando nesse mundo, também penso: como seria bom poder ter um rendimento significativo com minha produção artística, que me possibilitasse viver somente dela, para me dedicar da forma como gostaria. Ou seja, ao mesmo tempo que gostaria que todos  pudessem ler meus livros, gratuitamente mesmo, porque nós queremos que alçar público, também gostaria de ter retorno sobre isso. No entanto esta é uma pequena parte do assunto, o preço elevado no caso do Brasil, vejo estar relacionada a pouca capacidade de compra do povo brasileiro, e isso é um problema econômico ainda mais complexo.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

A trilogia: Prince of Thorns, é simplesmente incrível.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

A pergunta mais difícil até agora, mas vamos lá. Nesse momento escolheria, muito porque me ajudou a pegar o clima deste conto, a música: Glassy Sky, da cantora: Amanda Lee.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Quase todos que já passaram por mim recebem essa etiqueta. Todavia, sem fica em cima do muro, coloco os três livros da Trilogia: Prince of Thorns. Realmente, adorei esta história.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Bom, tenho algumas publicações para saírem em 2020, o conto: O Canto das Baleias, pela Editora Lendari, no Livro Creepypastas 2; o conto: Uma noite longa, um dia curto, pela Editora Constelação, no Livro: Segredos de Verão. E alguns esboços que pretendo tirar do forno, alguns contos novos, e se tudo der certo, pelo menos um livro todinho meu.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acho construtivo, apesar de não dedicar tempo como deveria, para essas sessões.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Nossa outra pergunta difícil. Apesar de que morreria de vergonha, seria o Neil Gaiman.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

A história ganhar vida própria, sair dos braços do autor e ganhar o mundo.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Escreva! Siga sua intuição, escute o que os outros falam, mas escute principalmente você mesmo.

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