Love is in the air – Vol.3 – Madrid – Cátia Mourão (org)

0
197

Olá pessoas.

Hoje iremos fazer uma viagem. Vamos entrar na máquina do tempo e retornar ao século XIX. O destino? A belíssima cidade de Madrid, localizada em terras espanholas. Vamos passear por locais famosos, conhecer monumentos históricos, andar por entre pessoas interessantes e saber sobre suas histórias e dilemas amorosos.

O terceiro volume da série Love is in the Air reúne quatro belíssimas histórias escritas pelas autoras Halice FRS, Helena Andrade, Cátia Mourão e Daniella Rosa. Publicação da Ler Editorial, o livro 199 páginas e a mesma qualidade gráfica dos volumes anteriores. Depois do erotismo em Londres (vol. 1) e do romantismo em Paris (vol. 2), é chegada a hora das histórias de época. Só lembrando que os livros são independentes, então você não precisa ler necessariamente em sequência.

No limiar, indecisa quanto a ir ou entrar, uma mulher me olhava com espanto… Precisou que ela desse um passo à frente e quebrasse o silêncio para que eu visse não se tratar da deusa encarnada”. (pág. 13)

O primeiro conto tem como principal ambiente o Museu Real, hoje Museu do Prado. O ano é o de 1844. Diego Zarzosa é um amante da arte e sonha em estudar em Roma. Na casa alugada onde mora, que serve também de estúdio, ele guarda as suas pinturas, muitas delas inacabadas. Trabalha no museu como restaurador. Ao chegar, ele sempre se coloca à frente de Cibele, estátua de uma deusa que se encontra na rotunda do local. Sua admiração pela imagem é tanta, que ele perde a noção do tempo, e quase sempre atrasa-se para começar o serviço.

Certo dia, enquanto terminava de cuidar de um importante processo de restauração, ele é interrompido por uma voz feminina. Ao visualizar tal pessoa, é tomado de surpresa e espanto: a mulher que encontra-se ali é muito parecida com a imagem da estátua na rotunda. A recém-chegada informa que está substituindo a pessoa que geralmente faz a limpeza do local. Diego espanta-se mais ainda ao saber o nome da moça: também chama-se Cibele.

Os dois iniciam certa aproximação a partir de conversas, e percebem que existe interesse mútuo. Será que o rapaz finalmente desfrutará da vivência de um grande amor, com a mulher que parece ser a materialização da deusa Cibele a quem ele tanto admira? As circunstâncias mostrarão ao Diego que ter ao lado o objeto de sua paixão não é tão simples.

Levei alguns instantes para reavivar à memória. Enquanto as imagens da algazarra nos jardins do palácio tomavam minha mente, a vermelhidão dominava meu rosto. – Juan Salvatore. Faz tempo… ”. (pág. 67)

É no Palácio Real, durante o reinado de Isabel II, em meados de 1868, que a segunda história se desenrola. A jovem e bela Rosalina foi criada pelo seu tio, Sebastian Domingues, pois seus pais haviam falecido num grave acidente. O Marquês da Cidade Real, título de Sebastian, preocupa-se com o futuro de sua sobrinha. Estava velho e doente, e precisava arranjar um casamento para a garota. Além disso, havia rumores de ameaça contra a coroa espanhola.

Durante o baile, Rosalina é apresentada ao Dom Pablo Cortez. Ela já havia dispensado outros pretendentes, e o mais recente também não enchia os seus olhos. Conhecia-o desde pequeno e não possuía atrativos que a empolgasse. Quando Pablo deslocou-se para buscar bebidas, a jovem foi interpelada por outro homem, que ela levou um tempo para reconhecer. Era Juan! Sua paixão da infância, após sair abruptamente de Madrid, estava de volta.

O retorno rapaz, agora Duque de Castela, causava mal estar tanto para Pablo como também para o tio da garota. O envolvimento entre Juan e Rosalina é inevitável, mas a moça mesmo sem gostar terá que casar com o Cortez. Revelações surpreendentes irão explicar coisas que até então guardadas em segredo, e para o casal, o futuro é incerto.

Não era novidade que Hernández não aprovava minha relação com Miguel. Ele deixava isso bem claro pela forma que o tratava, sempre que se encontravam. Mas daí reagir daquela maneira…”. (pág. 128)

Espanha, 1860. Paloma Gonzales, com sua voz potente é aclamada como a diva da ópera de Madrid. Sua última apresentação é comentada por todos, e a próxima contará com a presença da família Real. Ela encontra-se em total êxtase. Mas as coisas não param por aí. Seu amado Miguel Gutierrez pede-a em casamento, e a felicidade dela parece completa.

Santiago Hernández é mentor de Paloma. E um cara muito ambicioso. Após o sucesso da apresentação, ela é convidada para apresentar-se ao lado de seu parceiro de canto, Carlos, na Itália. A moça agradece ao convite, mas recusa. Hernández procura saber o motivo, e ao tomar conhecimento do pedido de casamento, adquire comportamento totalmente hostil.

Ele começa a exigir muito mais de Paloma nos ensaios. E como não simpatiza com o Miguel, decide que não permitirá que o casamento aconteça. Ele precisa afastar os dois. E nesse intuito, toma uma atitude violenta, que poderá pôr fim na carreira e na vida da cantora.

O homem que acabara de ingressar pela entrada principal não lhe era familiar. Isabel precisou acompanhar a amiga em seu espanto, pois o homem tinha uma beleza peculiar, do tipo que não se esquece facilmente”. (pág. 157)

Isabel sentia tristeza quando lembrava dos fatos ocorridos na sua infância. Ela e seus pais pertenciam a uma família considerada como “impura”, então por causa da Inquisição, eles precisavam mudar-se continuamente. Seus pais batalharam bastante, e agora possuíam certo destaque na cidade local. Naquela noite, a moça iria participar de um jantar, e ela não poderia atrasar-se. Fora a missa com sua amiga Carmem, e no retorno, mesmo sabendo do horário, decidiram entrar no Parque do Retiro.

Durante o jantar, uma presença chamou bastante a atenção dos presentes. Um homem encantador adentrara ao recinto. Tratava-se do misterioso Felipe de Bourbon, o Marquês de Levraut. Isabel ao admirar algumas obras de arte, foi surpreendida com a presença do Felipe ao seu lado. Conversaram sobre pinturas e sobre artistas. A moça encantara-se com o Marquês, e mais tarde, ao deitar-se, sonhou com ele. Algo tão intenso que parecia real…

No dia seguinte, Felipe convidou Isabel para o baile. Durante as danças, um rosto familiar despertou sua atenção, e ainda sem acreditar, descobriu se tratar de Henrique, por quem era apaixonada. O rapaz foi para a guerra, e agora estava de volta. Ela ficou sem entender o porquê dele partir daquela forma. Será que os seus sentimentos não eram correspondidos? Será que ele voltara para ficar de vez? E o que fazer com o misterioso Felipe que povoava seus sonhos…

As quatro histórias são muito bem escritas, muito agradáveis. Não saberia dizer qual delas é a melhor, pois todas me agradaram. As autoras trabalharam com eficiência.

Assim como nos outros volumes, podemos encontrar a play list das canções mencionadas durante os contos. Vale a pena dar uma conferida depois.

É um tipo de leitura que dificilmente irá desagradar. Possui todos os ingredientes de um livro que satisfaz, que alegra, que envolve o leitor. As histórias são leves, bem propícias para os momentos em que precisa-se relaxar, para quando se está de férias, para presentear alguém….

Aproveitem!!!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here