Madson Milhome

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou um cara metido a poeta e escritor. Plagiando Sócrates, não sei de nada sobre a vida e, movido pela curiosidade e amor, eu escrevo.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou psicólogo, professor e gosto de me divertir, contemplar o mundo e arte. A inspiração, se é que isso existe, talvez venha dos sonhos.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Não sei, acho que é uma espécie de sobrevivência ou resistência. Escrever é transformar e ser transformado.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Não tenho um lugar específico. Escrevo onde a palavra vem.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

É o romance, mas também escrevo contos e poesias. Já cheguei até a escrever roteiros e textos para humoristas do Ceará.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Tenho livros que pretendo publicar em breve. Eles falam de questões sociais, tipo uma prosa poética que traz drama e situações fantásticas. Meus personagens são amplos, mas a maioria possui traços de anti-herói. Quando vocês lerem minhas histórias, aí sim, vocês vão me entender.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Dois pontos: livros e imaginação.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Numa miscelânea de autores como Kafka, Saramago, Roberto Bolaño, Machado de Assis entre outros.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Dificuldades fazem parte da vida de qualquer escritor. Já publiquei livros na internet e por uma editora; também já recebi não em alguns projetos. A gente vai aprendendo com isso. O importante é não desistir.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Há escritores contemporâneos que são excelentes, além de antologias e incentivos aos novos autores. Porém é importante ir além, para que possamos divulgar melhor nossos autores e livros, afinal a literatura nacional é um patrimônio da nossa cultura.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

É preciso ter senso crítico. Há o lado bom e o ruim nessa facilidade atual de publicar livros rapidamente. Estamos na era da informação acelerada, de tempos líquidos como dizia Bauman. Mais do que este boom, precisamos focar em livros com bons conteúdos, que possam realmente fazer a diferença na vida das pessoas.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Vivemos num país que lê pouco, de modo que os preços ficam elevados. Mas temos de democratizar a leitura e pensar em outros métodos de baixar os preços dos livros. É uma luta diária, só que necessária.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

A Metamorfose, do Kafka. É um livro que sempre influenciará escritores, jovens ou não.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Escolher uma música só é pecado. Como trilha sonora, pois, escolho as canções da Legião Urbana.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Muitos são os livros da minha vida, mas vou citar um: Os detetives selvagens, do chileno Roberto Bolaño. Trata-se de uma obra maravilhosa. Fica a dica para vocês.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim. Tenho projetos de antologias, um novo romance sobre a ‘loucura’ e suas faces, além de cadernos de poemas. Vem coisa boa por aí.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho. É uma forma de perceber outros olhares sobre algum livro. As redes sociais são ferramentas que aproximam autor e leitor. Claro que temos de ter cuidando com as fontes. Mas vale acompanhar.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

O Bono Vox, vocalista do U2; é um cara cabeça e que luta por uma sociedade mais justa. Se bem que o melhor leitor é você, que está comigo nessa entrevista.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ser lido.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Lutem pelos seus sonhos, leiam muitos livros e façam a diferença nesse mundo doidão. Aos que querem escrever, pois, tentam coragem e sejam sinceros com vocês mesmos. A literatura é meu caminho. Que tal ser o seu também

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