Olá pessoal.

Mais um ano se inicia, e as nossas resenhas continuam a todo vapor. Minha primeira leitura de 2019 foi um livro bem diferente das muitas coisas que tenho lido nos últimos meses. É sobre uma história que eu já conhecia em parte (e acredito que muitos de vocês também devem conhecer), porém traz aspectos novos, o que me fez enxergar outras coisas além daquelas que eu já sabia sobre algumas personagens presentes.

Malévola – A Rainha do Mal” é o quarto livro da série Vilões da Disney, publicada pela Editora Universo dos Livros. A autora Selena Valentino nos apresenta fatos da vida destes vilões muitos deles até então desconhecidos, o que nos faz ter outro olhar sobre as famosas histórias amadas por crianças e adultos. Somos levados ao lado alternativo dos acontecimentos, afastando-nos de conceitos já conhecidos.

Vamos conhecer sobre a infância de Malévola. Ela é uma fadinha que sofre por causa de sua aparência. De chifres verdes e sem asas, a garotinha foi abandonada pelos seus pais e vive na companhia apenas de seus amigos corvos. Na escola, as outras crianças não interagem com ela, e, além disso, é vítima de constantes humilhações. Entre as que fazem pouco estão Primavera, Fauna e Flora, as fadas da Cinderela. As rejeições sofridas pela fadinha são justificadas pelo destino que está traçado para ela: apenas maldade. Mas o destino muitas vezes pode ser modificado né? Nós escrevemos a nossa história…

Bem, a vida de Malévola ganhará um novo rumo a partir do momento em que Babá (Aquela das Lendas) a conhece. A poderosa fada conseguiu enxergar na garotinha coisas bonitas e logo criou afeições por ela. Sem entender o porquê dela está afastada das outras crianças e em condições desagradáveis, Babá decidiu adotar Malévola e cuidou dela com todo amor, carinho e cuidado que uma mãe dedica à sua filha. A garota cresceu, sabendo que é possível escolher entre o bem e o mal.

Além disso, Malévola revelou ser uma pessoa extremamente sagaz, esperta, inteligente, o que causava inveja em outras fadas.

Então, chegamos ao momento em que nossa protagonista vai demonstrar por qual caminho realmente irá seguir. No dia da formatura na escola das fadas, os corvos de Malévola viram alvo da maldade de suas colegas. Diante disso, ela age de forma extremamente má.

Malévola carrega raiva, ódio, rancor, maldade, as coisas que ela sempre recebeu das outras pessoas durante toda a vida, o que causa uma infinita tristeza em Babá. Contudo, ainda existe amor e bondade nela; quem viu o filme com a Angelina Jolie pode ver isso.

Seguindo pelo que já conhecemos, a maldição sobre Aurora se concretiza, mas será necessário ajuda de outras bruxas para que a garota realmente não desperte.

Tem uma revelação que causa (ao meu ver) grande surpresa: os reais motivos que levaram Malévola a enfeitiçar Aurora, juntamente com segredos guardados a sete chaves para proteger a vida da garota.

No livro a gente constata uma verdade que não está muito longe da nossa realidade: pessoas “boas”, de “moral elevada” podem causar inúmeros transtornos e dificuldades à outras pessoas, simplesmente por não entenderem que as diferenças existem e devem ser respeitas, que ninguém é melhor ou pior que ninguém por possuir essa ou aquela característica ou preferência que não é igual ao que é chamado de “padrão”.

Durante a história, personagens dos volumes anteriores aparecem, e alguns fatos ficam um pouco deslocados para quem não fez a leituras deles, como eu. Mas a essência deu para compreender muito bem.

Os fatos não são narrados em ordem cronológica, o que pode atrapalhar a compreensão em determinados momentos, mas não compromete a boa qualidade do enredo.

Comecei bem o ano!

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