1. Fale-nos um pouco de você.

Sou apenas um eterno apaixonado pela a vida e pelas as poesias. Costumo transformar decepções em inspirações e essa é minha forma de viver atualmente. Também sou estudante de direito, quem disse que um sujeito não pode ter várias amantes, não é mesmo?! Tenho 22 anos, escrevo desde os 16. Tenho 11 livros prontos e estou esperando o momento certo para lançar. Procuro sempre dá voz a quem não tem na escrita. Essa foi a forma que encontrei de mostrar as diversas realidades em que o mundo se encontra. 

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou estudante de direito, estou no oitavo semestre. Também trabalho na procuradoria jurídica de trânsito de Fortaleza. E minha inspiração para escrever veio de amores que não deram certo, de amores nada sinceros e de amores quase eternos.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Eu amo escrever romances, de preferência com bastante denuncia social. Pois de nada adianta se prender a ficção e esquecer da realidade mórbida que nos assombra.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Na verdade, não, eu escrevo onde surge inspiração, as vezes quando estou em casa, outrora quando estou viajando e as vezes até no meio de uma praia. Geralmente gosto de escrever de noite, embora não vire a madrugada. Sempre tenho que acordar cedo.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Meu gênero literário é o romance, afinal mais vale um belo romance do que algo inconstante. E sim, eu também gosto de me aventurar em novas áreas, amo desafios que possam me tornar algo diferente do que eu era. Sempre acabo me aventurando nas poesias e poemas também. E dessa vez, fui com o maior prazer me aventurar no suspense, já digo logo que gostei bastante e o resultado foi o conto de Aurora.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Meus livros são resultado de tudo que vivi, de tudo que vi e de tudo que li. Sempre gosto que meus personagens sejam semelhantes a realidade. Ninguém é 100% bom e nem 100% ruim. É capaz de você se apegar a algum personagem e acabar descobrindo que não gosta dele conforme a trama, afinal isso acontece todos os dias quando achamos que conhecemos alguém e descobrimos um outro lado dela. Os nomes dos personagens simplesmente surgem na minha cabeça, é como se já fosse predeterminado. E também só começo a escrever um novo livro quando o título está definido na minha cabeça, sempre tem que ser algo que conecte todo o livro.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Eu procuro conhecer todas as realidades dos meus personagens. Exemplo: Se vou escrever sobre um personagem trans, antes procuro me informar o máximo possível sobre o tema, inclusive conversando com pessoas que passaram pela a transição e com as que estão passando. Me utilizo muito das redes sociais para me aproximar dos meus personagens. No conto em questão, Aurora, reflete os amores que case me sufocaram.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Me inspiro em livros da Gillian Flynn como garota exemplar, objetos cortantes, lugares escuros e o Adulto. Também me inspiro muito em livros a menina que roubava livros, o menino do pijama listrado, diário de Anne Frank e outros tantos de segunda guerra mundial.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim, desde os 16 anos que venho escrevendo profissionalmente. Já terminei 11 livros, mas não consegui lançar nenhum deles até o presente momento, pois infelizmente esse é um mercado que exige alto investimento e sempre surgem imprevistos, mas acredito que com a entrada no mundo das antologias isso possa me ajudar a mudar essa realidade.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Eu acho que a Literatura Nacional deve ser sempre valorizada, O mundo a fora respira os grandes escritores que tivemos e garanto que um dia apreciarão os escritores aqui existente. É triste saber que tantos grandes nomes estão se perdendo por falta de investimento. Escrever é a razão de viver, entende? Logo capitalizar tudo como se fosse apenas um mercado é um erro gigantesco. A Literatura Nacional merece um voto de confiança.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Eu procuro sempre tentar ver as coisas com bons olhos, mas a verdade é que é um pouco assustador esse cenário. E falo isso por experiência própria, já que procuro há anos publicar meus livros de forma física e sempre que recebo um sim vem um custo, entende? Então você liga a televisão e escuta um jovem youtuber dizendo que a editora que o procurou e que não só lançou seu livro, como também escreveu por ele. Nada contra Youtuber´s, mas chega a ser desesperador saber que pessoas com talento estão sendo privadas de lançar seus livros, enquanto existe editoras escrevendo para celebridade, pois o foco é vender e não a arte e o conceito. É assim que a arte morre aos poucos.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Temos que ser sinceros, livros com preços elevados afastam os consumidores e na maioria das vezes os livros nacionais estão com preços acima comparados com os livros internacionais. Chega ser gritante ter que entrar numa livraria levando 100R$ e sai de lá com um ou dois livros. Deveria haver um incentivo governamental para fomentar a indústria editorial, exemplo: um vale cultura que desse desconto para os livros nacionais. Um subsidio seria muito bem-vindo.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Com certeza O cortiço, pois esse livro marcou a minha adolescência. A forma como a realidade é mostrada de forma nua e crua me fez perceber que eu era livre para escrever, não existe pudor na literatura, inclusive é na literatura que se diminui a dor.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Wrabel – The village, pois a letra dessa música é linda. E concordo totalmente com o trecho que diz que as vezes o problema não está em você e sim na sociedade. É exatamente essa a mensagem que meus livros passam. Se a sociedade é preconceituosa, isso não deve definir você, afinal é a sociedade que está doente.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

O menino que caçava pipas. Este com certeza é um livro que todas as pessoas deveriam ler. Você nunca esquece, não importe onde você chegue, você se lembra da história.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Estou embarcando no mundo das antologias no momento, mas estou com planos de lançar um dos meus livros até próximo ano. E claro, continuo escrevendo e nesse ponto fica em segredo, só costumo falar dos meus livros depois de prontos.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acho que as críticas são importantes e devem sempre serem acompanhadas de perto, eu gosto quando os leitores me procuram para falar sobre minhas obras. Quem sabe a gente não tome um café e debata sobre as minhas obras em breve. ?

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Ariano Suassuna seria a minha escolha. A forma como este homem fez de o auto da compadecida um marco Brasileiro não acontece todos os dias. Além de tudo, me divirto muito assistindo as palestras dele no youtube.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ser escritor é como ser um pai de muitos filhos que ganharão o mundo sem destino, então com certeza a maior alegria é quando você percebe que mexeu com os sentimentos de alguém usando apenas suas palavras.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Aos leitores, eu peço que acompanhe o meu trabalho, pois iremos crescer juntos. Espero que goste do conto de Aurora e de outros que estão por vim. E meu conselho para os iniciantes no mundo da escrita é: Não desista, existe motivo para acreditar na arte. É claro que não é fácil, não vou mentir, mas o resultado é extremamente prazeroso.

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