Ficou devendo (nota 02)

Tem dias que a gente não tá a fim de pensar muito, e procura algo bem leve e descontraído para entreter-se. Foi num momento assim que escolhi “Megarrromântico” (Netflix, 2019) para assistir na ideia se tratar de uma daquelas comédias amorosas, que nos faz dar risada, e termina com o casal juntinho, super feliz.

Bem, o filme é bem menos do que eu esperava. A arquiteta Natalie, interpretada pela Rebel Wilson, é um garota sem expectativas quanto à sua vida amorosa. Seu perfil físico (ela é baixa e gordinha) além da sua estima bem caída fazem com que ela pense assim. E talvez por isso a moça é uma severa crítica das histórias clichês do cinema onde mulheres disputam o homem considerado ideal, e ao seu lado existe um cara gay que tá para ajudá-las com narrativas longas e explicativas. O trecho onde ela expressa esse pensamento é uma das poucas coisas boas que pude encontrar no filme.

Durante uma tentativa de assalto, Natalie bate a cabeça fortemente e desmaia. Quando ela acorda no hospital o médico que lhe atende é o mesmo cara bonitão que esteve dias antes no seu trabalho, para ver um projeto arquitetônico. Ela fica confusa porque as coisas e os lugares estão bem diferentes, tudo muito “cor de rosa”, e então ela se dá conta que está vivendo exatamente o que criticava: uma história romântica.

A partir de então, Natalie passa a gostar desse momento, para ela tudo está quase perfeito. Mas essa perfeição toda uma hora cansa, e ela vai percebendo que ter “o homem ideal, que faz tudo certinho” até no mundo dos sonhos é uma grande ilusão.

Sinceramente, o filme é chatinho, porém as coisas positivas terminam por compensar de certa maneira. No dia em comecei a ver parei na metade, e na semana seguinte vi a outra parte. Além do início, como já mencionei, as únicas outras coisas que me agradaram foi a cena final (muito divertida) e a trilha sonora, que resgatou alguns sucessos das últimas duas décadas.

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