NOSFERATU – Joel Hill

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Sinopse: Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.

Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.

E chega então o dia que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie.

Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar e ele está atrás de algo muito especial para Vic.

Algumas pessoas têm dons, dos mais diversos tipos. Vic, ou simplesmente a Pirralha, como o pai gosta de chama-la, aos oito anos de idade descobriu o seu.

Ao presenciar uma briga entre seus pais, por causa de uma pulseira perdida, ela monta em sua bicicleta Raleigh, grande para seu tamanho e sai pelo bosque. Quando chega ao rio, ela encontra uma ponte (que não deveria estar ali), ela fica na dúvida se atravessa ou não. Por fim, ela entra na ponte (daquelas que são cobertas) e quando chega ao outro lado, para sua surpresa, está em outro lugar. Ali ela encontra a pulseira que a sua mãe tinha perdido e retorna para casa.

Ela nunca contou para ninguém como foi que encontrou, sempre omitindo ou mentindo. Ou simplesmente criando uma história e passando a acreditar nisso. A despeito da ponte. Esse é o dom de Vic, ir a lugares que seria impossível ir de forma natural. Bastava atravessar a ponte e pronto, encontrava o que havia sido perdido.

Belo dia, ela quis explicações sobre esse dom, e aí ela vai parar em Aqui, uma cidade onde mora uma adolescente que também tem um dom, Maggie. E Maggie conta o que sabe e avisa, tem uma outra pessoa que tem sua própria ponte e é para Vic evitar essa pessoa: Charlie Manx.

Acontece que muita gente não acredita muito em avisos, profecias, ou coisa parecida e um belo dia, Vic sai procurando encrenca, e encontra aquele que não era para encontrar.

Ela consegue fugir de Charlie, sendo a única criança que consegue tal feito. E ainda consegue derrotar (?) o homem.

Anos depois, Charlie volta… e quer vingança. E aí meus amigos, o bicho pega, pois ele vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para conseguir o objetivo.

É claro que além disso, Vic tem que fazer com que pessoas acreditem no que Charlie Manx é de verdade, mas como ela fez uma passagem por um hospital psiquiátrico, isso não será tão fácil. Assim, o duelo entre Charlie e Vic é inevitável.

Bem, há de se avisar que Joe Hill é filho de Stephen King, do qual sou fã. Partindo desse princípio, imagina-se que o filho tenha herdado algum talento para escrever como o pai.

Já adianto: tem. E muito.

Nosferatu é uma obra tensa, onde o leitor não imagina o que possa acontecer. Terror, tanto psicológico quanto aquele que estamos acostumados a ver.

Só posso dizer uma coisa. Nunca entre no Rolls-Royce de Charlie. Com a placa NOS4A2, ela é exatamente o que você imagina. É fruto de uma mente doentia e a passagem para um mundo louco, onde as crianças não são exatamente aquilo que você pensa.

Primeiro livro que li de Joe Hill (tenho outros e em breve poderemos ter resenhas) e já gostei muito.

Recomendo.

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