O Mago de Camelot – Marcelo Hipolito

0
627

Quando abri pela primeira vez o livro O Mago de Camelot não imaginei o que vinha pela frente.

Para tudo, imagina só os meus passos sendo iluminados pelos poderes de Merlin. Isso mesmo, Merlin, aquele mago que está no imaginário de todos, o braço místico de Artur, o que fazia tudo; o dia anoitecer, coisas explodirem…

Parei alguns segundos para pensar… quem nunca imaginou um Artur alto, cabelos castanhos ao vento, Guinevere linda com o rosto quase de porcelana, cabelos negros e ondulados na altura da cintura e Lancelot, moreno jambo, alto, forte, que arrancaria suspiros na mais recatada das mulheres.

Quem nunca torceu pelo amor quase insano de Guinevere e Lancelot e ao mesmo tempo sofreu com a dor da traição com Artur.

O que esperar de um livro que contaria a história de um mago?

O livro começa com um prólogo, a história de uma moça, Nimue, que pela perfeita discrição do autor me pareceu muito feia.

Aliás, um parêntese, esse livro é rico em detalhes, cada um nos transporta para determinado momento. Ao fechar os olhos consegui visualizar cada batalha, cada corpo ensanguentado.

Nimue era uma moça que ao se descobrir com poderes junto à natureza, procura os druidas para se tornar aprendiz deles, mas eles a rejeitaram, pois não se faria uma mulher aprendiz.

Aulinha de história: Druidas (no feminino druidesas ou druidisas) eram membros de uma classe profissional em que estava encarnada a vida religiosa e espiritual de sua sociedade. Eles ocupavam os papéis de juiz, médico, conselheiro, mago, místico e conhecedor da religião, entre outras funções. Além disso, eram os filósofos, cientistas, teólogos e intelectuais de sua cultura, e os possuidores da soma dos conhecimentos da sua era. O nome “Druida” é peculiar ao povo céltico; outras culturas tinham outros nomes para o seu clero e dele esperavam serviços diferentes. Os Druidas não eram um grupo étnico ou cultural por si mesmos, mas parte de uma sociedade maior da qual participavam, na cultura céltica da era pré-cristã, as nações célticas da Europa Ocidental e das Ilhas Britânicas. (The Druids, de Stuart Piggot.)

O livro trata da história de vida e pós-vida de Merlin, um garoto que aos 15 anos após um assalto frustrado se vê junto com o irmão aprisionado no calabouço de um castelo. Depois de alguns dias, um druida o salva daquele lugar fétido e o leva para Vortigern, o inimigo de Constantino.

Aulinha de história: Constantino III (em latim: Flavius Claudius Constantinus) se auto-proclamou Imperador do Ocidente em Britânia; em 407 estabeleceu-se na Gália, foi reconhecido em 409 pelo imperador Honório, e com o colapso do apoio militar, ele foi executado em 18 de Setembro 411.

Salvo da morte certa, Merlin vira discípulo de um druida chamado Blaise e por anos vira aprendiz desse homem até o momento que ele arruma uma maneira de se afastar do mestre arrumando uma desculpa.

A história fica realmente interessante quando Merlin resolve ajudar Uther, o filho de Constantino, que depois da aparição de um cometa adota o sobrenome de Pendragon (que significa mais ou menos pequeno dragão).

Uther, com a ajuda de Merlin, consegue iludir Igraine, esposa de Gorlois (nobre aliado, pais de Morgana, guardem esse nome).

Pela ajuda Merlin pediu um preço muito alto, após alguns meses Igraine teve um filho e o menino foi entregue ao mago.

Ao longo da história o autor nos mostra a trajetória digamos que “religiosa” de Merlin, que após renegar o druidismo aderiu ao cristianismo pura e simplesmente para aprender a ler e escrever. Em outra passagem ele se depara com um religioso inimigo, que após longas conversas induz o inimigo a ensinar tudo sobre a religião. Com os conhecimentos globalizados, Merlin se intitula mago, pois levar com ele o titulo de uma religião ou outra estaria mascarando o que ele realmente era.

Entramos assim na aeronave, após a organização das bagagens no compartimento próprio e levantarmos voo continuei a ler.

O filho de Uther foi criado por Merlin e dado a ele o nome de Artur.

Artur foi aprendiz do mago para seu propósito máximo, reinar a Britânia com todo o carisma que um bom rei haveria de ter. Bem, se eu contar mais sobre o livro estaria estragando a graça e a fantasia que ele nos trás.

O livro passa relatos muito interessantes, como a Construção de Camelot, o porquê do nome escolhido por Artur, o tempo de construção da cidade e as verdadeiras razões para o romance de Guinevere e Lancelot.

De palavras as vezes difíceis, precisei pesquisar algumas no dicionário, o livro é muito interessante. Muito recomendado para pessoas sonhadoras, que como eu, amam a história do Rei Artur e seus cavaleiros e que juntamente com o Mago Merlin quiseram um dia construir uma sociedade perfeita.

Agradeço ao autor por proporcionar a mim, e com certeza a todos que leram e irão ler o fascínio da história da grande Excalibur!

signature

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here