1. Fale-nos um pouco de você. 
R. Eu sou uma pessoa madura, bem casada e com quatro filhos homens, todos formados, casados e bem-postos na vida. Gosto de viajar, e viajo muito pelo mundo com o meu marido. Adoro joias (!), animais, livros, música, cinema e escrever. Outra paixão é dirigir pelas estradas do país onde vivo (Canada) e de US, pois são estradas seguras e com ótima infraestrutura. Gostaria de fazer o mesmo no território do meu país, mas as condições de realidade não permitem. E, para concluir eu quero dizer que estou muito feliz, esperando que a Democracia triunfe e a libertação de Lula é fundamental para isso.

2. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
R. Sou formada em Sociologia, tenho Mestrados em Ciência Política (UFPE) e Ciências da Comunicação (UABarcelona) e um PHd em Jornalismo (UABarcelona) Eu fui professora universitária durante mais de vinte anos em Recife e ministrei cursos em algumas universidades da Bahia. Várias disciplinas eu ministrava na universidade, mas minha paixão foi sempre Metodologia Científica, orientando as monografias, dissertações e teses de muitos alunos. Em 2010 vim morar em Vancouver, Canada e hoje tenho um site na internet e estou acionando um canal no youtube,com para falar sobre metodologia. Além disso, oriento, on-line, alunos que estão realizando o seu TCC.

3. Qual a melhor coisa em escrever?
R. Eu escrevi três teses por causa dos cursos que fiz – duas em espanhol – e uma delas deu como fruto um livro, editado pela Anneblume Editora: “Música e Simbolização. Manguebeat: contracultura em versão cabocla”, 2007,230 pp. Tenho em andamento – dependendo de mais uma pesquisa – outro livro acadêmico que pretendo lançar no ano que vem. Na internet, tenho disponível no www.hotmart.com o livro:”Metodologia Amigável – Parte I – Como criar um TCC de sucesso”, 2019. Agora estou descobrindo a literatura de ficção e estou adorando colocar minhas ideias sem amarras metodológicas e de expô-las apenas para o crivo do público!

4. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)
R. Eu sou um pouco anárquica, mas tenho o meu cantinho do computador, onde faço a “minha bagunça” criativa e atendo aos alunos. Mas, quando estou fora de casa e me vem inspiração, eu escrevo no celular e envio para o meu email.

5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
R. Gosto de histórias de vida e de montar minhas tramas e personagens a partir de pessoas reais que vejo nos lugares e que conheço superficialmente. Às vezes, associo as características físicas dos meus personagens a pessoas que vejo na rua, etc. então me digo: esta é a minha personagem! Procuro, sempre que possível, situar as minhas tramas com o contexto real. Estou apenas começando a escrever contos (as chamadas short stories do inglês) para depois passar para voos mais altos. Já tenho quase uma coletânea que pretendo publicar quando estiver madura.

6. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
R. Não tenho uma inspiração especial. Os títulos me veem e o nome dos personagens eu o associo ao tipo de cada um.

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
R. O background de uma história eu acho que deve ser bem real e adequado as informações de lugar, ambiente, época etc. Esses aspectos, assim como as relativas aos costumes e comportamentos devem ser ancorados nas condições reais onde se desenrola a história. Eu procuro informações sobre os locais, fazendo pesquisas na internet ou em livros.

8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
R Não especialmente, mas gosto muito de uma autora americana, do século dezenove, Kate Chopin, que está listada em todas as bibliografias de cursos de literatura em US. Ela foi considerada como a primeira escritora feminista e representa o que penso e acredito em relação ao papel social da mulher: libertária e ativista.

9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
R. Dificuldades em relação ao texto nunca tive, mas nunca apresentei meus escritos a editoras que publicam sem ônus para o autor. Somente agora eu me interessei para publicar o que escrevo.

10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
R. Em relação a qualidade dos textos, não tenho como opinar, pois estou fora há algum tempo. Creio que, sobre o volume de publicação das editoras, a situação econômica do país não proporciona um maior aporte de livros de autores novos no mercado.

11. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
R. Como eu falei antes, não tenho acompanhado o mercado editorial brasileiro, mas sempre nestes booms, entre pessoas que têm uma condição real de se tornarem escritores e de ter um lugar ao sol, há aqueles que acham possível ganhar dinheiro com livros. Essa é uma tremenda ilusão! Entre esses últimos, é o desejo de obter um lugar, mesmo efêmero, nos holofotes, como dizia Lipovetsky ao falar sobre a arte na pós-modernidade!

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
R. Os insumos editoriais como papel, tinta, etc, os custos de distribuição e venda entre outros fatores, contribuem para que o preço dos livros seja alto e pouco acessível ao grande público. Em um país de poucos leitores, onde o livro físico concorre com o livro virtual, acho que o governo deveria criar um incentivo à indústria editorial como faz (ou fazia?) com a dos audiovisuais. Seria um incentivo à cultura nacional como um todo.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
R. Eu sou fascinada pelo texto de Machado de Assis: O Alienista. A história é sensacional!

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor).
R. O Bolero, de Ravel, que se inicia em um tempo suave e depois evolui para um “crescento” e se transforma em algo portentoso, como o pensamento criativo!

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
R. São dois: Crime e Castigo, de Dostoyevsky – os aspectos psicológicos dos personagens e seus pensamentos são tão fortes que você chega a visualizar as cenas. O segundo é: O Morro dos Ventos Uivantes, de Brontë, romântico e terrivelmente perverso.

16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
R. Estou escrevendo contos para um livro solo e um romance.

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
R. Sobre Literatura? Não costumo acompanhar.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
R. Se fosse viva, Kate Chopin, para ouvir suas críticas e conselhos sobre o meu trabalho.

19. Qual a maior alegria para um escritor?
R. Ser lido por muita gente, já que livro não dá dinheiro, a não ser para autores famosos!

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
R. Leiam muito, vivam intensamente e escrevam, escrevam, escrevam para chegar aonde desejam.

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