São Sebastião – Padre Jeferson Mengali

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Esse livro foi lido em parceria da Arca Literária e a Editora Planeta e conta a história de São Sebastião.

Antes de falar mais sobre o livro um fato me chamou muito a atenção, o fato do livro ter sido autorizado pela Diocese de Bragança Paulista. Pelos documentos reproduzidos nas páginas 11 e 13 o livro foi bem estudado e o conteúdo não fere a fé da Igreja.

Achei isso muito interessante pois, em minha opinião, muito se tem escrito sem embasamento pelo simples fato de ganhar notoriedade, mas um livro com parecer religioso, pelo menos para mim, é a primeira vez que leio.

Em suas primeiras páginas, o livro traz algumas informações sobre o santo, como o fato dele ser padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, dando a cidade o seu nome São Sebastião do Rio de Janeiro e a oração, que por sinal é linda, não a conhecia.

São Sebastião nasceu por volta do ano de 250 na região que hoje está a França, filho de pai soldado do Império Romano. Sua mãe era muito cristã e o ensinou o amor ao Cristo ao filho. Mesmo vivendo uma época que ter amor ao Cristo era proibido, ele manteve sua fé escondida mas usava de sua condição de soldado para ajudar os cristãos.

Por ser muito elogiado por seus atos chegou a ser comandante da guarda pessoal de Diocleciano, Imperador Romano.

Mas as coisas não saíram tão bem assim. Sendo perseguidos por Diocleciano, os cristãos foram mortos um por um a começar pelo Papa Caio, que mesmo sendo parente do Imperador foi decaptado. Os seguidores de São Sebastião foram também perseguidos. O livro conta a história de Zoé, a esposa de um carcereiro que ao presenciar um milagre se converte ao cristianismo e quando se recusa a negar a Jesus é queimada viva depois de ser pendurada pelos cabelos em uma árvore, e suas cinzas jogadas no Rio Tibre, em Roma. (essa parte particularmente me assustou pela crueldade).

A parte mais emocionante do livro é o diálogo entre Diocleciano e Sebastião, então comandante da guarda pessoal, quando esse se confessa cristão. E o desfecho do dialogo nos todos conhecemos: “quero que ele seja atado a uma árvore no jardim em honra ao deus Apolo e que seu corpo seja crivado de flechas” o mais perverso vem logo depois “e, preste atenção, eu não quero que nenhum órgão vital seja atingido. Quero que este infame morra lentamente”. Como uma pessoa pode ser tão má!

Quer um spoiler? São Sebastião não morreu neste dia.

Quer saber mais? Leia o livro.

Esse também não é só história, conta sobre a devoção ao Santo, ao fato de quase 500 mil brasileiros possuírem o seu nome e como o Santo tornou-se padroeiro da cidade do Rio.

Há também um capítulo sobre as festas e os anexos contam com a novena e a trezena, dia a dia, e todas as orações conhecidas em homenagem ao Santo.

O livro é liiiiiiiiiiiindo!

A começar pela capa, em preto e branco com as letras em vermelho chamam a atenção.

Escrito em uma maneira fácil de ler, parece uma conversa.

Recomendo o livro para os religiosos e não religiosos, católicos ou não, que gostam de história.

Ah! Uma parte legal é que o livro conta sobre o local onde hoje estão algumas flechas e parte da tora usada para amarrar o Santo, eu estive lá e tenho fotos, local lindo, nos transmite uma paz sem fim.

Amei! Muito obrigada Planeta por me proporcionar essa experiência única.

Deixe-nos uma mensagem!!

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