Se Não Houver Amanhã – Jennifer L. Armentrout

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Hoje vamos conversar sobre uma história que possui um lado muito triste, mas que nos mostra a importância de não ficarmos estagnados diante das adversidades e das perdas pessoais. Nossas escolhas irão refletir no nosso futuro, e precisamos saber como agir. Em alguns momentos fazemos ou deixamos de fazer certas coisas, e depois nos arrependemos, principalmente quando o impacto de nossa decisão interfere na vida de outras pessoas também.

Lena é a protagonista de “Se não Houver Amanhã”, romance da autora Jennifer L. Armentrout, publicado no Brasil em 2018 pela Editora Universo dos Livros. São 382 páginas.

Bem, a garota Lena é uma adolescente prestes a ingressar no último ano do ensino médio. Seus pais estão separados e ela possui uma irmã mais velha, que estuda em outra cidade. A moça aproveita as férias de verão para trabalhar numa lanchonete e juntar grana para bancar as coisas que ela gosta. Possui seu grupo de amigas e amigos, e um deles em especial desperta o seu interesse de forma diferente: Sebastian. Eles se conhecem desde a infância, são vizinhos, estudam na mesma escola, e Lena nutre uma paixão secreta pelo rapaz.

Os dois são muito próximos, costumam conversar bastante e sobre muitas coisas, e num determinado dia a garota cede a um impulso e beija-o. Ela passa dias grilada com a situação pois Sebastian não corresponde ao beijo, além de inventar uma desculpa e ir embora. Ela teme que sua precipitação tenha estragado a amizade de tanto tempo…

Para aproveitar o fim das férias, o grupo de amigos resolve organizar uma festa na casa de um deles, onde há espaço suficiente. Como acontece com frequência nessas ocasiões, os jovens usam e abusam de bebida alcoólica, mas sempre tem alguém que se abstém.  O fim da reunião termina de forma trágica: no retorno acontece um grave acidente com o carro onde estavam cinco pessoas. Apenas Lena sobrevive.

Como a pessoa supera uma coisa dessas? Como a dor diminui mesmo ao longo dos anos? Como é que um buraco na nossa vida, o lugar que pertencia à outra pessoa, vai conseguir ser preenchido algum dia? (p.184)

A garota acorda na UTI do hospital e ao saber do que aconteceu entra em total depressão. À medida que vai se recordando do que ocorreu momentos antes do acidente, ela vai mergulhando ainda mais na dor, na tristeza, na angústia. Se sente culpada pela tragédia, pois na sua cabeça poderia ter agido de outra forma, e quem sabe agora os seus amigos estariam vivos.

Diante dos momentos difíceis ela afasta os seus outros colegas, não quer ver e nem conversar com ninguém. Considera a possibilidade de abandonar o colégio, pois não tem a coragem de voltar ao local onde passavam boa parte do tempo juntos, e nem mesmo encarar o olhar dos outros.

Agora, ela precisa aprender a conviver com a situação e encarar a realidade como se apresenta. Não será algo fácil para Lena, e a garota poderá contar com a ajuda de quem a ama, e sabe que é um fardo muito pesado para ela carregar sozinha.

A história tem todo um lado dramático, mas não é deprimente. É uma narrativa que foca na necessidade do recomeço, de fechar um ciclo para permitir que o outro se inicie. Em algumas partes pude enxergar situações que eu mesmo vivi, e como foi preciso passar por determinados processos.

A autora divide o livro em três partes, chamadas de “Ontem, Hoje e Amanhã”, que refletem bem as fases que a Lena enfrenta. A história é narrada em primeira pessoa.

O desenvolvimento da trama faz com que desperte muito a atenção do leitor. Fiquei tão curioso pra saber como Lena iria proceder ao longo do tempo que terminei no mesmo dia que comecei (sim, eu tenho outras coisas pra fazer no meu cotidiano).

É uma história que nos leva à reflexão sobre nossas escolhas e o preço de suas consequências.

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