1. Fale-nos um pouco de você.

Sou uma pessoa introvertida, mas que gosta muito de aprender com as pessoas e livros. Como gosto muito de ler, gosto muito de escrever também. Meu passatempo favorito é escrever. Nada me deixa mais feliz. 

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu sou professora há 23 anos. Sou apaixonada pelo trabalho na educação. Desde os meus 9 anos de idade gosto muito de ler. Minha mãe (ela e analfabeta) contava histórias oralmente todos os dias para mim e para minha irmã e quanto mais ela contava, mas eu viajava em minha imaginação, então quando entendi mais da vida e das coisas, comecei a emprestar livros na biblioteca de minha escola. Emprestava um por dia, de tanto que gostava de ler. Nos dias atuais, pouca coisa mudou, pois leio de três a quatro livros por semana. Nunca tive em casa, revista, jornais e livros porque meus pais não podiam comprar, porém mesmo assim eu sempre dava um jeito de ler. Para escrever o gênero infantil me inspiro em meus alunos. Para escrever poemas me inspiro na vida e em experiências que possuo. Para escrever livros técnicos e artigos me inspiro nas leituras que vão nortear o trabalho. Para escrever ficção me inspiro em minha imaginação que mesmo depois de adulta não me trai. Sou uma pessoa que imagina tudo o que falam e já vou desenhando algo na cabeça, depois passo para o papel. Como podem perceber, gosto de me desafiar, porque gosto de escrever sobre diversos assuntos e não somente um.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Eu me identifico mais na escrita de poemas e contos. Penso que esses gêneros são mais sensíveis, ou seja, mexem mais com a minha subjetividade. Gosto disso.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Não, eu escrevo em qualquer lugar e com barulho também. Para se ter uma ideia, já escrevi com meu filho mais velho ensaiando saxofone e minha filha tocando órgão. Eu não tinha escolha.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

São diversos. Gosto de escrever de tudo um pouco porque gosto de me reinventar.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Para os nomes dos personagens cito aqueles nomes que quis colocar em meus filhos e não pude por alguma razão ou ainda cito nomes que gosto, que me soam bem, outros ainda que tenham uma representatividade para o contexto em si. Quanto aos títulos tento colocar sempre um nome que chame a atenção do leitor, para que esse queira ler o livro, enfim, dou ênfase a aquilo que realmente o livro veio fazer, qual o objetivo o livro possui (eu faço essa pergunta a mim mesma e a respondo, assim tenho o título da obra).

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Além da pesquisa em livros, revistas e internet, faço uma “viagem interna em mim mesma”; isso dá muito certo, pois como cada ser é único, sua obra também será, terá uma identificação própria, entende.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

As vezes sim, outras vezes não. Já me inspirei nos contos da Marta Medeiros; nos poemas de Drummond, Bandeira, Alencar e outros e na escrita de Augusto Cury.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Eu já tive muitas dificuldades para publicar meus livros e não somente um, além do valor a ser investido ser alto, a venda deles não acontece porque a cultura no nosso país não é entendida como a extensão de cada ser humano, o qual experiencia a vida. Um exemplo, o meu primeiro livro, o de poemas, o qual lancei no ano de 2013, para poder ser editado, além do meu trabalho de professora em 40 horas semanais (porque possuía três filhos para criar sozinha) tive que trabalhar com a CDL da cidade para guardar recursos aos poucos e poder concretizar o meu sonho. Depois do expediente da escola eu visitava as malharias da cidade para vender cadastro para CDL; então guardava a quantia da semana em uma conta no banco, quando fechou a quantia para a edição do meu livro eu assinei o contrato e realizei o meu sonho. Desde então, mais sete títulos forma lançados até o ano de 2019.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Penso que como as coisas no mundo mudam, as pessoas mudam, nada mais natural do que com a literatura não acontecer o mesmo. Ainda que existem outras formas de se ler um livro (e-book; áudio livro, dentre outros), percebo que nada substitui um bom livro físico. As pessoas ainda preferem mais este tipo de livro em detrimento aos tecnológicos digamos assim.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Cogito que não há um entendimento correto do que seja uma escrita, edição e lançamento de um livro, isto é, como deve ser a escrita de um “bom livro para uma boa leitura”. Ao invés disso, qualquer pessoa escreve, qualquer coisa e faz sucesso. Isso é ridículo. Um caso bem presente é dos youtubers, eles escrevem qualquer “zoeira” e uma avalanche de adolescentes quer adquirir desesperadamente o livro, nem sempre quer lê-lo e nem sempre leem (falo isso porque tenho um adolescente em casa e preciso ensina-lo o tempo todo sobre as belezas da escrita para ele não cair nessa – por entendimento dele e ensino meu, ele gosta de ler mangás e HQs/fico feliz com isso).

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Os preços poderiam cair pela metade, pois a outra metade a qual pagamos são impostos federais, estaduais e municipais. Resultado: nós autores, escrevemos, trabalhamos horas a fio no projeto de um livro, pagamos para ele ser editado e lançado e ainda precisamos pagar ao governo o que é nosso. Absurdo isso.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Nenhum, pois as minhas ideias são únicas, bem como as ideias do outro.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Aleluia, letra de Patrícia Souza, porém muitos outros artistas já cantaram essa música.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Já, ele se chama, “Como eu era antes de Você” de Jojo Moyes.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sempre tenho. Nem mesmo termino de escrever, editar e lançar um livro já estou imaginando e traçando ideias para outros. Tenho uma releitura do Chapeuzinho Vermelho, que conto a história de um menino na era tecnológica e com imagens de mangá, o qual está para apreciação em uma editora – saberei da resposta em abril de 2020. Tenho um livro somente de contos, pronto para ser editado e lançado, no qual eu vou lançar no ano de 2020.  Estou na escrita de uma ficção sobrenatural desde 2017, pois este tipo de livro demora mais a ser escrito pelo fato de precisar de muitas pesquisas em diversos materiais – esse não tem previsão para ficar pronto.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho pouco, somente quando quero ver o que meu filho está assistindo; para ficar por dentro de quais materiais e pessoas ele está se relacionando. Do pouco que assisti percebi que os blogueiros não falam coisa com coisa (ou seja, jogam qualquer coisa na mídia para “bombar” como eles mesmo dizem) e quando descrevem fatos importantes de qualquer área da vida e que estão nas mídias se enrolam e apenas opinam; não se aprofundam de fato em nenhum assunto porque não têm conhecimento sobre eles.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Eu escolheria o escritor Augusto Cury para ler a ficção; a escritora Ana Maria Machado para os ler os dois títulos infantis e a escritora Marta Medeiros para ler os contos que escrevi.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Para mim, ver que a minha obra está sendo lida pelo público a qual foi destinada, pois nem sempre eu consigo comercializar os meus escritos, sim, eu faço doações, porque quero ver o que eu escrevi sendo lido e entendido pelos meus amados leitores.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

A quem quer escrever eu digo, escreva; claro primeiro leia muito para poder escrever bem. Somente assim, um escritor consegue escrever bem, lendo. Existem dificuldades? Sim, existem, mas quando nós queremos muito uma coisa, nós conseguimos; basta sentirmos muita paixão pela literatura e pela escrita e as demais coisas conseguimos ultrapassar. “Nada é impossível ao que crê, então creia que o que você quer vai acontecer, basta agir”.

4 Comentários

  1. Muito interessante sua explanação de como vem a inspiração para escrever ! Admiro muito quem tem o dom de criar. Parabéns Silvia! Sucesso!

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