1. Fale-nos um pouco de você.

Meu nome é Simone Paulino e publiquei meu primeiro livro, Poemas Colhidos, em 2014. Em 2017, publiquei meu segundo livro: O sonho de Ulisses e dez contos fantásticos. Sou fascinada por ficção especulativa e narrativas insólitas. Tenho formação em Letras, especialização em Literatura Infantil e Juvenil, Mestrado em Teoria da Literatura e literatura comparada e Doutorado em humanidades, culturas artes. Amo séries como The Walking Dead, Sherlock, Game of Thrones e Doctor Who e sou apaixonada pelas narrativas do Neil Gaiman.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu sou professora de língua portuguesa, além de pesquisadora em três grupos de pesquisa. A minha inspiração vem absolutamente de tudo. Numa conversa furtada enquanto faço as unhas, numa brincadeira dos meus alunos, nas histórias que minha mãe e minha avó contam. Quem tem “macaquinhos no sótão” vê fonte de inspiração por todos os lados.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

A melhor coisa em escrever é dar vida a personagens únicos. Eu sempre escrevo algo que eu gostaria de ler. Logo, acho que a melhor coisas em escrever é poder criar narrativas que mexem, de alguma forma, com o meu leitor, pois também mexem comigo.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Infelizmente ainda não tenho um cantinho especial, mas estou providenciando.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Além da poesia, eu sou uma pessoa muito eclética. No entanto, caminho sempre pelo insólito e suas veredas. Escrevo narrativas fantásticas, maravilhosas, terror e ficção científica.  Arrisco-me, muitas vezes, pelo suspense também, como toda boa fã de Sherlock Holmes.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Eu costumo buscar minha inspiração para escrita, principalmente de terror, nas páginas dos jornais. Não há nada mais aterrorizante que a própria realidade e têm notícias que são “plots” perfeitos para um clássico assustador.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

O Google é a melhor coisa do mundo. Isso é, a internet está aí para ser uma ferramenta para os escritores. Eu costumo pesquisar artigos, documentos, matérias jornalísticas, além de sempre perguntar a outros escritores e profissionais de diversos ramos.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Eu gosto muito das narrativas de C.J. Tudor, R.R. Martin, Marina Colasanti, Neil Gaiman e, claro, eles são inspirações para mim, embora eu não veja a minha escrita muito próxima a deles.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

A única dificuldade real é a financeira, afinal, muitas vezes para publicar um livro é preciso investir algo. Já tive livros publicados por editoras e também independentes. No momento estou com dois livros para serem publicados e acabei optando por não buscar por editoras para fazê-los. De forma independente é mais trabalhoso, no entanto sinto-me mais “dona” da minha obra.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional? 

Eu acho que tem muita coisa boa sendo publicada atualmente. Existe muito escritor bom e eu tenho estado em contato com alguns em grupos como a Hardcover, Mafagafo e Curta ficção.  Existe muito escritor de qualidade, se aprimorando e esse é o novo cenário que vejo na literatura brasileira: escritores profissionais produzindo textos de qualidade.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Eu acho ótimo. Mostra que aqui há produção e que devemos estar de olho nisso. Vejo o levante de um novo movimento artístico e cultural no meio literário brasileiro e isso não pode ser ignorado.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acredito que isso está relacionado a um contexto de crise econômica na qual o país tem estado nos último anos. Claro, é preciso lutar contra isso, buscar reduzir os custos. Mas é preciso fazer isso sem perder a qualidade.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Não sei. Eu sou uma pessoa bem criativa e não invejo a ideia de ninguém. Acho que se a pessoa teve aquela ideia, então ela era a melhor para construir aquela história.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Provavelmente seria uma playlist com muitas músicas do Queen, Raul Seixas e Legião Urbana. Não conseguiria apontar uma música específica porque, como já disse, sou muito eclética na minha escrita (culpa do Sol em gêmeos).

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Lugar Nenhum do Neil Gaiman.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho dois livros engatilhados para sair nos próximos meses. 

A volta do relógio é sobre um rapaz chamada Lucas. Ele vive em um futuro devastado onde somente ele e outras duas pessoas sobreviveram a um vírus. Quando Alice, uma das sobreviventes, adoece, ele volta duzentos anos no passado para tentar matar o responsável pela criação do vírus. No entanto, ele acaba descobrindo que mudar o passado não é tão simples assim.

O outro livro, ainda sem nome, conta a história de um menino chamado Marcos que, brincado de invocar espíritos usando um copo, acaba sendo assombrado pelo fantasma de um garoto tagarela e sem memória. Marcos e os amigos passam a tentar ajudar o garoto fantasma a se lembrar de quem ele era e, principalmente, como ele morreu. No entanto, junto com o menino fantasma, Marcos também acabou despertando uma sombra. (Estou aceitando sugestões para o nome desse livro!).

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho algumas, mas não com assiduidade. Acho legal as resenhas para promover escritores e divulgar livros.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Não acho que seja importante o livro ser lido por alguém com notoriedade social (Claro, se o Gaiman lesse algo meu, seria um sonho!). No entanto, fico muito feliz quando o meu livro é lido por alguém que realmente goste e se identifique com a história que escrevi. Isso para mim é o que importa de verdade.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

A minha maior alegria é quando alguém diz: “Eu adoro suas histórias”. Isso me faz ganhar o dia! De verdade.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para os leitores: Leiam de tudo, sem preconceitos. Algumas histórias podem te surpreender! E nada de torcer o nariz para os nacionais. Tem muita coisa boa aqui!

Para quem deseja começar no mundo da escrita: Leiam muito, escrevam muito, estudem bastante. Escrever também é uma profissão.

Para mais informações sobre a autora, clique aqui!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here