1. Fale-nos um pouco de você.

Sou casada, tenho dois filhos, formada em administração de empresas, pós graduada em administração contábil e financeira, fiz um MBA executivo no Insper, cursei entre outros cursos voltados para o mercado financeiro, gestão de pessoas e tecnologia da informação.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Escrevo desde meus 9 anos, quando ganhei meu primeiro diário. Tenho todos os meus escritos até hoje. São mais de 30 anos de escrita que resultou em 3 diarios, 450 músicas compostas, três livros solos registrados e participei de uma antologia com o tema criança e o hotel vivace. Na minha carreira profissional como administradora de empresas familiares sempre gostei de escrever processos e procedimentos, fazer estudos de viabilidade economica e fechamento contábil para reportar a alta administração. A inspiração vem do coração, são muitas emoções represadas que vem a tona através da escrita.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

A melhor coisa em escrever é saber que você esta deixando uma marca neste mundo, um legado para seus filhos. É como abrir um caminho para o despertar da consciência.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Escrevo em qualquer lugar, basta ter um papel, uma caneta e uma idéia na cabeça.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Não consigo estabelecer um gênero literário. Posso dizer que passeio entre o narrativo e dramático.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Primeiro, penso em algo que vivi ou ouvi. Começo a pensar como contaria o fato para alguém mais próximo, depois escuto a minha voz interior me contando a história ou aprendizado. Não deixo a crítica me controlar, este momento é fluido e contínuo para a escrita vir pura, já inclusive com nomes fictícios. Depois, quando vou passar a limpo, venho adequando o texto para que todos os leitores tenham o mesmo entendimento.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Costumo resgatar algumas lembranças, sonhos que tive, e também busco informações sobre a região, o lugar,  e o significado de algumas palavras para passar a mensagem do texto e prender a atenção do leitor.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

J.K. Rowling, com certeza, me fez pensar que existe público para fantasia e magia. Posso dizer que minha inspiração não vem de um único autor, mas sim de um conjunto de obras literárias que, sempre que despertavam minha chama interna, eu as gravava em minhas memórias e colecionava livros para, quem sabe um dia, poder consolidar estas informações em um best seller.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Posso dizer que ainda tenho dificuldade. Isso porque não conheço o caminho das pedras. Escrevi um livro infantil interativo, um livro brinquedo, e estou há mais de um ano tentando achar uma editora que consiga reproduzir todos os detalhes que existe no original. Mas o importante é não desistir: uma hora aparece alguém que acredite e que consiga fazer a publicação de uma obra com tantos detalhes.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Percebo que o avanço tecnológico roubou parte da graça de se ler um livro. Falo isso porque sou das antigas e gosto de folhear as páginas de um bom livro. Por outro lado, pessoas normais, como eu, conseguem escrever e serem ouvidas, e isso é bom.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Penso que se tem público para todo tipo de conteúdo. Infelizmente, a inspiração para produção de uma obra literária, uma vez que não esteja direcionada, acaba trazendo um conteúdo, às vezes, até inadequado. Percebo, hoje, a importância de avaliar-se o impacto daquele texto na sociedade como um todo, a fim de evitar que se cultive algo ruim no leitor.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acredito que o encargo tributário ainda seja o grande vilão, além de taxas que são cobradas para registro das obras. Temos também que acrescer os encargos trabalhistas dos profissionais envolvidos. Enfim, é muito caro produzir no Brasil.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Com certeza o livro do Harry Potter.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Não precisei pensar muito. Logo me veio a música que me acompanha desde sempre: o nome é Spending My Time de Roxette.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Sim, há uns 14 anos atrás li um livro chamado O Poder da Cabala de Yehuda Berg. Foi um momento transformador, um verdadeiro despertar da consciência.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Estou escrevendo um livro que fala sobre casais, seus sacrifícios e como manter saudável a instituição familiar. Este livro conta fatos reais de uma jovem deficiente que sempre sonhou em constituir uma família.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Este é um assunto que não tenho opinião formada, isso porque não acompanho.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Tenho uma grande admiração pelo Mauricio Araújo de Sousa que é cartunista eescritor.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ser aceito e entendido.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Não desista, mesmo que demore uma vida inteira para revelar o seu melhor, porque no final virá uma sensação de que tudo valeu a pena e que o importante era adquirir experiência.

 

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