1. Fale-nos um pouco de você.

Tenho 33 anos e sou formado em Sistemas de Informação. Cursei duas pós-graduações até me dar conta de que minha vida era escrever. Divido meu tempo entre minha família, namorada, cachorros, jogos e atividades físicas. Além de escrever, claro.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita? 

Atuo como correto de imóveis, ainda. Sempre escrevi um pouco, desde criança. Paródias, mini roteiros de jogos, etc. Ganhei dois concursos de melhor redação da minha cidade. Mas o que me levou a escrever ficção, foi ter lido “O Apanhador no Campo de Centeio”.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Dar vida a novos mundos e tirar os leitores do seus próprios.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Sim, tenho.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Comecei pelo romance romântico, mas já passei pela comédia dramática, Jovem Adulto e o Terror.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Escrevi meu primeiro livro e auto publiquei o mesmo. Ele se chama “Todas as Garotas que Perdi”. Resolvi escrevê-lo pois havia saído de um emprego no final do ano de 2011 e queria ocupar meu tempo. Foi escrito sem nenhum tipo de estudo de narratologia.

Tenho dois que serão publicados neste mês de agosto, em antologias e estou escrevendo meu segundo livro para uma seletiva. A inspiração vem de muitos lugares, pessoas próximas ou distantes, histórias com as quais me deparei, momentos sempre passaram pela minha cabeça por qualquer motivo, e uma boa dose de se imaginar em outras pessoas e lugares.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Lugares que gostaria de me inspirar para ambientar determinada parte da história. Assim como pessoas, tecnologia, costumes, gírias, modo de vida etc. de determinada época.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Alguém que me inspira muito pelo maneira da sua escrita é o J.D Salinger.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim, pois quando fui pesquisar para enviar meu original, determinadas editoras davam prazo de até alguns anos para uma resposta. Ou, simplesmente era cobrada um valor razoavelmente alto para que seu livro fosse publicado. Portanto segui o caminho da auto publicação.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Tudo fica ainda mais complicado, para todos, quando nos falamos de livro físico. Mas isso vale para esse modelo atual de vendas. Mas seja os pequenos livreiros resistindo a essa crise, venda direta pelas editoras, seja a tecnologia dando novas formas de vender, sempre teremos maneiras de renovar e manter a oferta e demanda no maior equilíbrio possível.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que é bem-vindo, pois podemos mostrar, que, apesar de tudo, temos excelentes escritores nacionais e que estes precisam de maior projeção.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Ainda que os livros não sejam tributados, empreender em nosso país é sempre foi muito custoso, em qualquer sentido. Vindos de crises financeiras e uma cultura de ler pouco, quando maior o valor, menos conseguiremos alcançar e lutar para mudar esse cenário.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Muitos, com certeza. Poderia citar “O Pequeno Príncipe”, “Paciente 67” etc.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Essa é uma tarefa bem difícil. Talvez, “Time of Your Life” do Green Day.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Sim! “O Apanhador no Campo de Centeio”.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho vários! Finalizar meu segundo livro nesse segundo semestre e, após isso, escrever duas ou três antologias. Alguns contos de terror do nosso folclore e uma baseada nas experiências vividas na época da escola. Além de um projeto bem antigo com um amigo.

Depois voltarei minha atenção para outro livro.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Tento, sim. Acho interessante, pois é um modo de mensurar como está nossa escrita e fazer os ajustes necessários.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Boa pergunta. Acho que não tenho um resposta para essa aqui.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

É aquela quando as pessoas gostam de viver no universo que ele criou.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Em primeiro lugar, muito obrigado por apoiar todo e qualquer escritor, especialmente o nacional. Escrevemos para vocês e somente isso.

E para você que está iniciando sua jornada, insista. Use sua imaginação para alcançar seus sonhos, sua mente e coração para transformar em realidade aquilo que você tem de especial. Essa jornada é logo, árdua, mas sempre valerá a pena ser quem você nasceu para ser. Escreva e será encontrado. E se encontrará.

Um comentário

  1. Eu já li Todas as garotas que perdi!!!!
    É muito bom!!
    Parabéns e espero que não desista!
    Vc vai chegar lá!

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