1. Fale-nos um pouco de você.

Sou Mineiro, nascido na cidade de Raposos, bem próxima da capital Belo Horizonte. Sou casado e tenho dois filhos, um casal. Moro na cidade do Rio de janeiro desde o ano de 2005 em virtude de uma mudança de estrutura na empresa na qual trabalho. Encarei a mudança como uma oportunidade de crescimento profissional para mim e também para minha família, e aqui estamos.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Trabalho há vários anos em uma empresa do setor de Telecomunicações e já tentei a sorte como locutor de rádio, levado pela minha paixão pela música. Também tentei ser músico, mas talvez o talento não tenha sido suficiente. A inspiração pela escrita, eu acho que veio do acúmulo de tantas histórias e experiências que a vida me proporcionou. Sempre sonhei em compartilhar estas histórias. Além disso, a leitura, minha outra paixão, também influenciou bastante nesse processo.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Com certeza é poder compartilhar ideias, histórias e sonhos que até então só existiam dentro de nossa mente. Quando escrevemos, temos a oportunidade de dividir com cada leitor o nosso modo de interpretar a vida.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Nada de especial, em geral escrevo no quarto dos meus filhos, quando não tem ninguém em casa. Preciso do isolamento para poder escrever.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Estou escrevendo contos. Tenho também um livro dedicado à orientar jovens que se encontram no início da carreira profissional, mas achei esse gênero muito técnico e difícil para exercitar a criatividade.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens? 

O título é uma coisa que te abre infinitas possibilidades para contar uma história ou desenvolver um tema. Alguns autores definem seus títulos à medida que desenvolvem seu raciocínio. Eu particularmente começo a desenvolver meus textos à partir de um título bem definido, mas estes detalhes são bem particulares. Acredito que não exista um modelo ou uma regra à seguir.

Quanto aos personagens, os nomes geralmente são inspirados em pessoas com conhecidas, ou que vivem em nosso imaginário e que de alguma forma se encaixam nas histórias que estamos contando. Às vezes também pode ser uma homenagem à alguma pessoa querida, admirada ou até mesmo temida. Depende do contexto.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

No caso específico deste livro, “Às margens do Rio das Velhas”, tive um cuidado muito especial para não contradizer a história da lugar e também para não comprometer a dignidade das pessoas. O universo do livro foi construído à partir das minhas lembranças e também de pessoas próximas a mim. Na verdade, o objetivo foi prestar uma homenagem à uma região muito especial do estado de Minas Gerais e reviver momentos felizes da minha infância e adolescência.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Claro que sim! Mas se inspirar em autor não quer dizer de maneira nenhuma tentar imitar ou copiar o seu estilo, até porque o dom é único e exclusivo de cada pessoa. Admiro muito o estilo do Gabriel Garcia Marques.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Entendo que a publicação é uma etapa da construção de um livro. Estou no meu segundo livro e então não passei ainda por essa experiência, mas deve ser uma frustração muito grande. Escrever um livro requer horas de dedicação, trabalho e muita paixão, e maior retorno é o reconhecimento de seus leitores.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Tenho visto vários talentos surgindo, mas vejo uma concorrência cruel, quando alguma celebridade do meio esportivo ou de grande apelo na mídia se propões a lançar sua autobiografia ou coisa parecida. Geralmente contratam um editor, profissionais do ramo e utilizam seu prestígio para colocarem seus livros no mercado e baterem recordes de vendas, mesmo que o produto na maioria das vezes não tenha tanto valor literário. Essa diferença de tratamento e de perspectiva de mercado pode suprimir o surgimento de novos talentos.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que não só na literatura, mas vivemos um momento onde existe espaço para que cada indivíduo possa se manifestar como bem entender. Na minha opinião, o que não pode ser perdido é o senso crítico, para que o mercado e os próprios leitores consigam fazer uma seleção natural do que merece ou não ser lido.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Existe uma equação complicada a ser resolvida. Apesar dos preços elevados, alguns dos grandes grupos distribuidores de livros no Brasil se encontram em situação delicada. Entendo que assim como em outros setores da economia, exista uma pressão por lucros cada vez maiores em favor de uma minoria.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Dom Quixote.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

O álbum do Clube da Esquina – Milton Nascimento & Lô Borges

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Sim, “O Físico”, de Noah Gordon. Narra toda a trajetória e luta de um apaixonado pela medicina, que mesmo tendo perdido os pais ainda criança e sem que nenhuma família se dispusesse á adotá-lo, aos nove anos de idade, inicia uma epopeia partindo da Inglaterra do século XI rumo à Pérsia com o único objetivo se se tornar o melhor médico do mundo.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho sim. Sonho em escrever um romance, quem sabe uma saga, uma série de aventuras talvez… Vai depender da inspiração e motivação, que pode mudar a cada instante em minha vida.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho e acho interessante a opinião de pessoas especializadas no assunto. Serve de parâmetro para os leitores e também para os escritores.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Chico Buarque de Holanda.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ouvir um leitor comentar sobre uma história ou um texto que você escreveu.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para os leitores, nunca deixem de ler, pois a leitura nos ajuda a mudar o mundo. E para os escritores, nunca deixem de escrever, pois suas histórias podem ajudar a mudar o pensamento das pessoas.

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